Sexta, 23 de janeiro de 2026

Celebrando 30 anos da operação Codajás: gás de cozinha para o Norte

Celebrando 30 anos da operação Codajás: gás de cozinha para o Norte
© Fernando Frazão/Agência Brasil

Responsável pelo abastecimento de combustível, especialmente o gás liquefeito de petróleo (GLP), durante os períodos de seca nos rios da Amazônia, a operação Codajás completou 30 anos de atividades em dezembro. Esta operação é essencial para garantir que o combustível de cozinha chegue à população da Região Norte, além de assegurar a continuidade da produção de petróleo e gás natural em Urucu/Coari.

Entre setembro e outubro deste ano, foram escoadas mais de 60 mil toneladas de GLP e 129 mil metros cúbicos de petróleo de Urucu, a partir do terminal Solimões, no Amazonas.

A ação, coordenada pela Petrobras em parceria com a subsidiária Transpetro, envolve um comitê técnico que monitora diariamente os níveis dos rios em Iquitos, Manaus e Coari. No mês de outubro, medições foram realizadas no Rio Solimões e sondagens na Enseada do Rio Madeira, no Rio Amazonas.

Para essas operações, a Codajás conta com quatro navios dedicados exclusivamente, incluindo dois operados pela Transpetro: Jorge Amado e Gilberto Freyre. Além disso, embarcações de calado reduzido são utilizadas para atravessar pontos com menor profundidade. Todas as operações ocorreram em Manaus, sem necessidade de transbordo em Codajás ou Itacoatiara devido à manutenção das condições de navegabilidade.

“Graças às ações coordenadas por esse grupo, foi possível atravessar o período com a manutenção da produção de petróleo, estoques de produtos em níveis adequados e atendimento pleno aos compromissos com o mercado de GLP”, informou a Petrobras.

A empresa destaca que as ações também envolvem o gás natural, que é utilizado nas termelétricas que abastecem Manaus, a sétima capital mais populosa do país. O gás natural produzido na região representa mais de 50% da geração de energia do estado do Amazonas.

Durante a maior seca da Amazônia nos últimos 74 anos, em 2024, a Codajás conseguiu transportar mais de 16 mil toneladas de GLP em 21 operações utilizando cinco navios gaseiros dedicados à região.

O diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, Jones Soares, ressalta que ao longo dessas três décadas, a operação tem se adaptado às variações climáticas e geográficas da Amazônia, afirmando:

“Ao longo de três décadas, temos superado as condições impostas pela vazante dos rios amazônicos com soluções tecnológicas e seguras. Mesmo em anos com menor impacto da vazante, como 2025, seguimos com planejamento, monitoramento e ações preventivas, sempre prontos para garantir o suprimento do gás de cozinha para a população da Região Norte, sem interrupções.”

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