Terça, 28 de abril de 2026

Belo Oriente se destaca nacionalmente ao investir quase 100% da verba do PNAE na Agricultura Familiar local

Merenda servida diariamente aos estudantes tem sabor de origem com produtos que vêm diretamente do campo – Foto: Divulgação

Belo Oriente, no Leste de Minas Gerais, alcança um marco significativo na gestão da alimentação escolar. O município já destina 93,28% da verba do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) diretamente para a agricultura familiar local. Para 2026, o mínimo legal previsto é de 45% (Lei Federal 15.226/2025).

O feito coloca a Prefeitura de Belo Oriente como um modelo de sucesso nacional ao demonstrar êxito em políticas públicas voltadas para desenvolvimento sustentável, alimentação saudável nas escolas e fortalecimento da economia rural simultaneamente e de maneira integrada.

A iniciativa garante que a merenda servida diariamente aos estudantes da rede pública tenha sabor de origem, identidade e frescor, com produtos que vêm diretamente do campo para a mesa das escolas. Frutas, verduras, legumes, hortaliças, polpas naturais, temperos e até quitandas produzidas artesanalmente por agricultores belo-orientinos compõem o cardápio escolar, promovendo uma alimentação nutritiva e variada.

Para 2026, o município renovou contrato com as associações de produtores do Alto do Galo e da Comunidade Quilombola, num investimento inicial de R$ 1,5 milhão na compra direta de itens da agricultura familiar para a merenda escolar da rede pública de ensino. São 120 famílias diretamente beneficiadas e cadastradas como fornecedoras para o PNAE distribuídas em todos os distritos e comunidades do município.

Celeiro do Vale do Aço

Para o prefeito Joãozinho Hemétrio, a aplicação de quase 100% dos recursos do PNAE na agricultura local traz inúmeros benefícios como apoio às famílias do campo, entrega de alimentos de qualidade aos alunos da rede pública de ensino, injetar mais recursos na cidade e região e estimula o desenvolvimento econômico e sustentável das comunidades.

“O agricultor planta sabendo que já tem comprador, no caso, o município. Isso cria um ciclo virtuoso, pois ele tem a segurança de investir em sua propriedade, contratar mão de obra e ampliar a produção. Hoje, nossos produtos ganharam mercado e são vendidos para escolas, indústrias e comércio de todo o Vale do Aço”, explica o prefeito Joãozinho Hemétrio. “Belo Oriente tem se destacado e caminha para se tornar o celeiro agrícola da região”, completa.

Segundo dados Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural, os produtos com o “selo” Belo Oriente estão na mesa de 190 escolas em 13 municípios da Macrorregião do Vale do Aço – alimentando mais de 95 mil pessoas. Somados os contratos do PNAE de Belo Oriente e das demais cidades, estima-se que a agricultura local movimentou cerca de R$ 4,5 milhões em 2025.

Apoio do plantio à venda

A administração municipal comemora o bom desempenho. Mas lembra que é o resultado de políticas públicas consistentes e continuadas.

Dez anos atrás, em 2016, o gestor à época destinava apenas 9% da verba do PNAE para agricultura familiar e contava com 10 apenas fornecedores cadastrados. Hoje, a Prefeitura é a principal compradora da agricultura família e assiste, diretamente, cerca de 250 famílias de pequenos agricultores, sendo 120 fornecedores do PNAE.

Desde 2017, a Prefeitura vem aprimorando as ações e fortalecendo o setor com investimentos e inovação feitas pela atual administração: da preparação do solo e semeadura até o transporte da produção ao comprador final.

“A Prefeitura de Belo Oriente tem à disposição dos produtores, seis máquinas para assistência agrícola; fornece mudas e insumos, conforme a demanda; garante apoio técnico e capacitação e ainda possui logística de transporte, com veículo de pequeno porte e um caminhão baú refrigerado para entrega da produção dentre outras ações”, lista o secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Nardely Ramos.

Compra para o PNAE

A aquisição dos alimentos é feita a partir de um conjunto de critérios que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) define para o PNAE, dos produtos a um conjunto de documentos que precisam ser apresentados. E as escolas devem ficar atentas aos prazos e chamadas públicas que é uma exigência do PNAE.

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