O que leva uma pessoa, já em prisão domiciliar, a descumprir as ordens de um magistrado e correr o risco de ir para o regime fechado?
O ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, que estava em prisão domiciliar desde o último dia 27, foi conduzido ao presídio de Ponta Grossa (RN) nesta sexta-feira, 2, após realizar uma consulta na plataforma eletrônica LinkedIn. Essa ação foi considerada uma violação à ordem judicial que proibia seu acesso às redes sociais, levando à sua prisão.
Talvez o cenário confortável, com sofás e cortinas, faça com que os presos em regime domiciliar se esqueçam de que, mesmo em casa, continuam sendo presidiários. Além disso, presidiários não podem acessar a internet livremente, têm horários para recolhimento e só podem sair com autorização judicial. É possível que tenha faltado a Martins, ou a seu advogado, um entendimento sobre o que realmente é uma rede social, categoria na qual o LinkedIn se encaixa.



























