Sexta, 15 de maio de 2026

Morte encefálica da atriz mirim Millena Brandão causa comoção

Morte encefálica da atriz mirim Millena Brandão causa comoção

Faleceu nesta sexta-feira, 2, em São Paulo, a atriz mirim Millena Brandão, conhecida por seu papel no canal SBT, aos 11 anos. De acordo com o hospital onde estava internada, a atriz teve morte encefálica.

Designada também como morte cerebral, a morte encefálica refere-se à perda total e irreversível das funções cerebrais. Como o cérebro é responsável pelo controle de outros órgãos, sua falência gera a parada das funções vitais, levando ao óbito.

Nos dias que antecederam seu falecimento, Millena sofreu várias paradas cardiorrespiratórias e foi diagnosticada com um tumor cerebral. A atriz estava internada no Hospital Geral de Grajaú desde o dia 29.

O que caracteriza a morte encefálica?

Para que os neurônios funcionem adequadamente, necessitam de oxigênio e glicose, que são entregues ao cérebro através da circulação sanguínea. Se houver um impedimento no fluxo sanguíneo, as funções cerebrais podem ser seriamente comprometidas. Caso essa perda seja completa e irreversível, a morte cerebral é então declarada.

Causas da morte encefálica

Qualquer condição que interrompa a atividade cerebral antes que outras partes do corpo falhem pode resultar em morte encefálica. As causas mais frequentes incluem:

  • Parada cardiorrespiratória;
  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Doenças infecciosas que afetam o sistema nervoso central;
  • Tumores cerebrais;
  • Traumas físicos severos.

Como a morte encefálica é declarada?

No Brasil, a resolução nº 2.173/17 do Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece critérios rigorosos para a confirmação da morte encefálica. Os especialistas consideram que o protocolo brasileiro é um dos mais meticulosos globalmente.

O CFM exige a realização de diversos exames para verificar a perda do reflexo tronco encefálico, responsável por funções autônomas como a respiração. Essa avaliação deve ser feita por dois médicos em horários separados, e os resultados devem ser confirmados por um exame complementar, como um eletroencefalograma ou tomografia.

Morte encefálica e doação de órgãos

A “Lei dos Transplantes” (Lei nº 9.434/1997) determina que a doação de órgãos só pode ocorrer após a constatação de morte encefálica.

Quando isso se verifica, as funções vitais do paciente são mantidas artificialmente até que a remoção dos órgãos seja realizada.

*Com Estadão Conteúdo

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