Terça, 21 de abril de 2026

Empresário confessa ter assassinado gari em Belo Horizonte

Empresário confessa ter assassinado gari em Belo Horizonte
Foto: Reprodução

O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, confessou ter matado o gari Laudemir Fernandes, de 44, no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte. A declaração foi prestada nesta segunda-feira (18), durante depoimento ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo a investigação, Renê relatou que efetuou o disparo após uma discussão de trânsito. Ele admitiu que utilizou, pela primeira vez, a arma de fogo de sua esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, e garantiu que ela não sabia que havia retirado o armamento de casa.

O desentendimento teve início quando o empresário se irritou com um caminhão de coleta de lixo que realizava o serviço em uma rua do bairro. A motorista contou que Renê exigiu passagem, mesmo havendo espaço suficiente para manobra. Diante da recusa, ele se exaltou ainda mais e os garis tentaram acalmá-lo. Foi nesse momento que o empresário disparou contra Laudemir.

A vítima chegou a ser socorrida por uma viatura da Polícia Militar e encaminhada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que Laudemir trabalhava por meio de uma empresa terceirizada de limpeza e afirmou estar prestando apoio à família do gari.

Horas após o crime, Renê foi localizado em uma academia e preso em flagrante. A arma usada, que pertence à delegada Ana Paula, passou por perícia e ela também é alvo de apuração pela Subcorregedoria da Polícia Civil, que investiga uma possível negligência na guarda do armamento. A prisão do empresário foi convertida em preventiva, e ele já foi transferido para o Presídio de Caeté.

Nessa segunda-feira (18), a defesa de Renê abandonou o caso. Conforme apuração do jornal Hoje em Dia, ele terá 10 dias para nomear um novo advogado, ou terá de ser assistido por um defensor público.

O caso também teve desdobramentos na esfera judicial. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou o bloqueio de R$3 milhões em bens do casal, atendendo a um pedido da defesa de Laudemir. O objetivo é evitar que o patrimônio seja transferido antes da definição de eventual indenização à família da vítima. O promotor Guilherme de Sá Meneghin reforçou que testemunhas reconheceram Renê como autor dos disparos e destacou que o uso da arma da esposa pode caracterizar responsabilidade solidária entre os dois.

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email

Leia também...

Últimas notícias