Sábado, 07 de março de 2026

Professores de Belo Horizonte realizam paralisação e avaliam greve

Professores de Belo Horizonte realizam paralisação e avaliam greve
(Foto: Arquivo/Divulgação PBH)

Os professores da rede municipal de Belo Horizonte realizam uma paralisação total das atividades nesta quinta-feira (5) em protesto contra a proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura. Na tarde de hoje, os servidores decidirão pela greve, que poderá ser iniciada na sexta-feira (6).

A votação para declarar ou não a greve está marcada para às 14h, na Praça da Estação. A categoria reivindica aumento salarial e melhores condições de trabalho. “A paralisação ocorre em meio à Campanha Salarial 2025, que começou em janeiro, mas recebeu uma proposta concreta da Prefeitura apenas agora”, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de BH (Sind-REDE/BH).

Segundo o sindicato, durante a última reunião com a Prefeitura de BH, foram apresentadas as seguintes propostas:

  • Reajuste linear de apenas 2,49% — inferior à inflação acumulada dos últimos 12 meses e o menor índice da região metropolitana;
  • Reajuste do vale-refeição em 2,49%, retroativo a maio;
  • Aumento do valor do vale-refeição para R$ 60,00, no mês subsequente à aprovação da lei;
  • Possibilidade de avanço de um nível na carreira por escolaridade, mediante critérios da PBH.

O sindicato alerta que o índice de reajuste proposto está abaixo do reajuste do Piso Nacional do Magistério (6,27%) e é inferior a outras cidades vizinhas como Santa Luzia (8%) e Betim (6,5%). “Até mesmo o governo estadual reajustou os salários dos professores em 5,26%”, questiona o Sind-REDE.

Além do justo reajuste, a Campanha Salarial 2025 inclui pautas específicas sobre as condições de trabalho nas escolas, abordando questões como recomposição do quadro, aumento do tempo de planejamento, recomposição da defasagem salarial dos aposentados e melhorias estruturais nas escolas.

O sindicato também denuncia que os recursos da educação têm sido utilizados de forma inadequada, enquanto os trabalhadores enfrentam sobrecargas e salários defasados.

Os representantes dos trabalhadores em educação se reuniram na segunda-feira (2) e aprovaram o início da greve a partir desta sexta-feira (6), sendo que a decisão será reavaliada na assembleia de hoje e poderá ser confirmada ou revertida, caso haja avanços nas negociações.

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email

Leia também...

Últimas notícias