Sexta, 24 de julho de 2026

Debates sobre Literatura e Bem-Estar Coletivo encerram II Seminário de Psicologia da Funcesi

O II Seminário de Psicologia da Funcesi trouxe importantes discussões sobre saúde mental e o papel da literatura no bem-estar coletivo, reunindo a comunidade acadêmica e profissionais da área.

Debates sobre Literatura e Bem-Estar Coletivo encerram II Seminário de Psicologia da Funcesi
Foto: Ramon Agostinho/DeFato Online

O II Seminário de Psicologia da Funcesi foi finalizado na noite de quinta-feira (28), em Itabira, após dois dias de intensa troca de saberes que contou com a participação de cerca de 250 inscritos, incluindo estudantes, profissionais da área e membros da comunidade.

A programação do último dia incluiu mesas redondas, conferências e oficinas, abordando temas como saúde mental em instituições e o impacto da literatura na promoção do bem-estar coletivo.

A coordenadora do curso de Psicologia, Priscila Penna, enfatizou a importância do seminário como um espaço propício para o debate de questões relevantes que vão além do ambiente acadêmico: “Foi um cenário construído para refletir a diversidade, não apenas na Psicologia, mas nas suas intersecções com áreas como Direito, Medicina, Pedagogia e Serviço Social. Esta troca é essencial diante dos desafios que a cidade e a sociedade enfrentam”, destacou.

No encerramento, uma mesa redonda reuniu diversos profissionais e estudantes para discutir temas relacionados à justiça, educação e o território, reforçando a necessidade de redes de cuidado em Itabira. O psicólogo e mediador da conversa, Arthur Kelles, ressaltou a relevância da abordagem coletiva: “Precisamos pensar em como a comunidade pode se preparar para cuidar da cidade, agora e no futuro. Também desejamos refletir sobre quais profissionais estamos formando para assumir essa responsabilidade nos próximos anos”, afirmou.

O evento contou ainda com a presença da psicóloga e escritora Daniela Brunelli, que abordou a relação entre literatura e Psicologia, propondo a escrita como um meio de autoconhecimento e fortalecimento da comunidade.

Nos dias anteriores, o seminário teve uma vasta agenda, iniciando em 23 de agosto, com a exibição do documentário Holocausto Brasileiro, seguido por debates com os professores Maryana Jácome e Jeanyce Araújo sobre a invisibilização das questões de saúde mental. A sessão de abertura em 27 de agosto foi marcada por uma conferência do professor André Luiz Freitas Dias, da UFMG, além de mesas redondas com especialistas do Hospital Nossa Senhora das Dores e da Funcesi. A secretária municipal de Assistência Social, Nélia Cunha, também contribuiu com uma palestra sobre vínculos comunitários e políticas públicas.

Ao longo do dia 28, as atividades discutiram saúde mental no ambiente de trabalho, as várias psicoterapias, oficinas culturais, e envolveram representações de associações locais discutindo práticas comunitárias e os desafios sociais de Itabira [Defato Online].

A organização do evento expressou a esperança de que esta experiência seja um ponto de partida para futuras edições do seminário. Priscila Penna finalizou: “A avaliação após o evento será crucial para traçar os próximos passos, mas acreditamos que este é apenas o começo de uma jornada de debates que devem ser contínuos”.

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