Terça, 19 de maio de 2026

Mercado Financeiro Revisa Projeção da Inflação para 5,2% em 2025

Mercado Financeiro Revisa Projeção da Inflação para 5,2% em 2025
© Marcello Casal JrAgência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que representa a inflação oficial do país, foi ajustada de 5,24% para 5,20% este ano. Essa estimativa foi divulgada no Boletim Focus desta segunda-feira (30), uma pesquisa feita semanalmente pelo Banco Central (BC) em Brasília, com as expectativas das instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para os anos seguintes, a projeção da inflação permaneceu estável em 4,5% para 2026 e a expectativa é de 4% em 2027, diminuindo para 3,83% em 2028.

A estimativa para 2025 encontra-se acima do teto da meta de inflação a ser perseguida pelo Banco Central, que é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, variando entre 1,5% e 4,5%.

No último mês, maio, a inflação oficial apresentou uma taxa de 0,26%, uma desaceleração em relação ao 0,43% registrado em abril, sendo pressionada, principalmente, pelo aumento da energia elétrica residencial. Atualmente, o índice acumula 2,75% no ano e 5,32% nos últimos 12 meses.

JUROS BÁSICOS

Para o cumprimento da meta de inflação, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, que está atualmente fixada em 15% ao ano. Apesar da recente redução da inflação, as incertezas econômicas levaram o Comitê de Política Monetária (Copom) a aumentar a taxa em 0,25 ponto percentual, representando o sétimo aumento consecutivo no ciclo de contração da política monetária.

Em ata, o Copom anunciou que deve manter os juros no mesmo patamar nas próximas reuniões enquanto observa os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia, não descartando novos aumentos caso a inflação tenha uma nova elevação.

As expectativas no mercado apontam para o encerramento de 2025 com a taxa Selic ainda em 15% ao ano, caindo para 12,5% em 2026. Para 2027 e 2028, a projeção é que a taxa seja reduzida para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente.

O aumento da taxa Selic tem como objetivo conter a demanda aquecida, o que influencia os preços, tornando o crédito mais caro e estimulando a poupança. Por outro lado, a redução da Selic tende a baratear o crédito, incentivando produção e consumo, mas pode reduzir o controle sobre a inflação e estimular a atividade econômica.

PIB E CÂMBIO

A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano permanece em 2,21%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) foi revisada de 1,85% para 1,87%. Em 2027 e 2028, o crescimento estimado do PIB é de 2% ao ano.

A economia brasileira cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025, segundo dados do IBGE, impulsionada pela agropecuária. Em 2024, o PIB registrou uma alta de 3,4%, o que representou o maior crescimento anual desde 2021.

As expectativas para o valor do dólar indicam que ele deve fechar este ano a R$ 5,70 e, ao final de 2026, estima-se que alcance R$ 5,79.

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