Terça, 15 de setembro de 2026

Mercado financeiro revisa previsão de crescimento econômico para 2025

A previsão do crescimento econômico para 2025 foi ajustada em um ponto percentual, revelando as expectativas do mercado financeiro em relação aos principais indicadores econômicos.

Mercado financeiro revisa previsão de crescimento econômico para 2025
© Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia em 2025 foi ajustada de 1,97% para 1,98%, conforme indicado no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (14) em Brasília. Esta pesquisa é realizada semanalmente pelo Banco Central (BC) e reflete as expectativas das instituições financeiras em relação aos principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) – medida que representa a soma dos bens e serviços produzidos no país – foi elevada de 1,6% para 1,61%. As expectativas para 2027 e 2028 indicam um crescimento constante do PIB, estimado em 2% para ambos os anos.

O crescimento da economia brasileira em 2024 foi de 3,4%, representando o quarto ano consecutivo de expansão e a maior alta desde 2021, quando o PIB atingiu 4,8%.

A expectativa de cotação do dólar para o final deste ano está fixada em R$ 5,90. Já para o final de 2026, a projeção é que a moeda norte-americana alcance R$ 5,97.

Inflação

A estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – indicador oficial da inflação no Brasil – para 2025 permanece em 5,65%, acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo BC, que é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual. Para os anos seguintes, as projeções de inflação são de 4,5% para 2026, 4% para 2027 e 3,79% para 2028.

Em março, a inflação foi de 0,56%, pressionada sobretudo pelos preços dos alimentos. No acumulado em 12 meses, o IPCA chega a 5,48%.

Taxa Selic

Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 14,25% ao ano. O aumento da taxa em um ponto percentual na última reunião do Copom reflete preocupações com os preços dos alimentos e a energia, além das incertezas na economia global.

O Copom indicou que a economia brasileira está aquecida, embora haja sinais de moderação em sua expansão. O monitoramento da política econômica continua, e para a reunião de maio, a expectativa é de elevação da Selic em menor magnitude.

A projeção do mercado é de que a taxa básica chegue a 15% ao ano até dezembro deste ano, com reduções esperadas para os anos seguintes: 12,5% em 2026, 10,5% em 2027 e 10% em 2028.

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