Sábado, 06 de dezembro de 2025

Inflação oficial se estabiliza com prévia de 0,20% em novembro

Inflação oficial se estabiliza com prévia de 0,20% em novembro
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

A prévia da inflação oficial de novembro ficou em 0,20%, que resulta em um acumulado de 12 meses do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de 4,5%, que é o limite da meta do governo.

Nos 12 meses terminados em outubro, o IPCA-15 registrava 4,94%. Este é o primeiro acumulado de 12 meses dentro da meta desde janeiro de 2025, quando também estava em 4,5%. Em abril, o ponto mais alto desde então chegou a 5,49%.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A meta do governo é de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, podendo chegar ao máximo a 4,5%.

Instituições financeiras ouvidas pelo boletim Focus do Banco Central, divulgado na segunda-feira (24), estimam que o IPCA deve terminar o ano em 4,45%, dentro da tolerância da meta.

INFLUÊNCIAS

Em outubro, o IPCA-15 havia sido de 0,18%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, sete tiveram alta na passagem de outubro para novembro:

  • Alimentação e bebidas: 0,09%
  • Habitação: 0,09%
  • Artigos de residência: -0,20%
  • Vestuário: 0,19%
  • Transportes: 0,22%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,29%
  • Despesas pessoais: 0,85%
  • Educação: 0,05%
  • Comunicação: -0,19%

A alta do grupo despesas pessoais representou o maior impacto no IPCA-15, contribuindo com 0,09 ponto percentual. Dentro desse grupo, as maiores pressões foram exercidas pela hospedagem (+4,18%) e pacote turístico (+3,90%).

AVIÃO E GASOLINA

No grupo dos transportes, a principal influência para aumento dos preços ficou com as passagens aéreas, que subiram +11,87%. Diante disso, de todos os 377 produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, o bilhete de avião foi o subitem que mais exerceu pressão sobre o IPCA-15.

Por outro lado, os combustíveis tiveram queda no mês (-0,46%). A gasolina, por ser o produto que mais pesa na cesta de consumo dos brasileiros, recuou 0,48%, exercendo o maior impacto negativo sobre o IPCA-15 (impacto de -0,02 ponto percentual), ao lado do leite longa vida, arroz e energia elétrica residencial.

ALIMENTOS

A alta do grupo alimentação e bebidas interrompe uma sequência de cinco meses de queda. Contudo, a alimentação no domicílio recuou 0,15%, sendo essa a sexta queda consecutiva desse item. Em 12 meses, apresenta alta de 3,61%, abaixo do IPCA-15 geral.

Os principais impactos para esse resultado de baixa no preço da alimentação no domicílio na passagem de outubro para novembro foram:

  • leite longa vida: -3,29%
  • arroz: -3,10%
  • frutas: -1,60%

Na outra ponta, subiram:

  • batata inglesa: +11,47%
  • óleo de soja: +4,29%
  • carnes: +0,68%

PRÉVIA X MÊS CHEIO

O IPCA-15 segue a mesma metodologia do IPCA, que é a inflação oficial, servindo de base para a política de meta de inflação do governo. A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa é feita e divulgada antes da finalização do mês de referência. Em relação à atual divulgação, o período de coleta foi de 14 de outubro a 13 de novembro.

Ambos os índices consideram uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente, o valor do mínimo é R$ 1.518.

O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (capitais das regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, do Recife, de São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia); já o IPCA cheio abrange 16 localidades (incluindo Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). O IPCA cheio de novembro será divulgado em 10 de dezembro.

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