Terça, 26 de maio de 2026

Greve nacional de trabalhadores da Petrobras começa na próxima segunda-feira

Greve nacional de trabalhadores da Petrobras começa na próxima segunda-feira
Paralisação na Petrobras pode afetar a distribuição de combustível em todo país- Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Após semanas de assembleias em diversas localidades do Brasil, trabalhadores do Sistema Petrobras aprovaram a deflagração de uma greve nacional a partir da zero hora de segunda-feira (15).

A decisão surgiu após a rejeição da segunda contraproposta apresentada pela estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), considerada inadequada pelas entidades representativas da categoria.

A nova proposta foi submetida pela Petrobras na terça-feira (9), mas, de acordo com os sindicatos, não avançou em três pontos centrais das negociações:

  • A busca por uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, impactando a renda de aposentados e pensionistas;
  • Melhorias no plano de cargos e salários, com garantias de recomposição sem aplicação de mecanismos de ajuste fiscal;
  • A chamada pauta pelo Brasil Soberano, que defende a permanência da Petrobras como empresa pública e um modelo de negócios focado no fortalecimento da estatal.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) indica que, além de não oferecer respostas conclusivas sobre os PEDs — tema debatido há quase três anos com o governo e instituições de participantes —, a empresa também não apresentou soluções para outras pendências acumuladas durante o processo negocial.

Com a rejeição da contraproposta, os sindicatos informarão oficialmente à Petrobras sobre a paralisação na sexta-feira (12), cumprindo os prazos legais.

Vigília em Prol da Causa

Antes que a greve comece, aposentados e pensionistas de diferentes regiões do Brasil retomarão, nesta quinta-feira (11), uma vigília em frente ao Edifício Senado (Edisen), sede da Petrobras no Rio de Janeiro. A mobilização visa cobrar uma solução para os equacionamentos da Petros e seguirá durante o período de negociações.

As ações também estão alinhadas com encontros em Brasília, onde representantes da categoria participam de reuniões com membros do governo e da Comissão Quadripartite, formada por Petrobras, Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e entidades que pertencem ao Fórum em Defesa dos Participantes e Assistidos da Petros.

A FUP e os sindicatos enfatizam que permanecem abertos ao diálogo, mas ressaltam que o resultado das assembleias e o cronograma de mobilizações demonstram forte disposição da categoria em pressionar por progressos nas negociações do ACT.

Posicionamento da Petrobras

A Petrobras divulgou um posicionamento oficial em nota: “A Petrobras mantém um canal de diálogo permanente com as entidades sindicais, independentemente de agendas externas ou manifestações públicas promovidas. Neste momento, a empresa está em negociações de seu Acordo Coletivo de Trabalho e tem participado regularmente de reuniões com as federações sindicais para discutir sua proposta e a pauta reivindicatória.

A companhia apresentou, nesta terça-feira (09/12), uma nova proposta que contempla avanços para a categoria e espera concluir o novo acordo na mesa de negociações com as entidades sindicais. A Petrobras respeita o direito de manifestação dos empregados e, em caso de necessidade, adotará medidas de contingência para a continuidade de suas atividades.”

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email

Leia também...

Últimas notícias