O governo federal irá implementar um subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina, o que poderá levar a um reajuste nos preços praticados pela Petrobras (PETR4). A medida foi confirmada nesta segunda-feira (25) como um esforço para suavizar o impacto da guerra no Oriente Médio sobre os custos para o consumidor brasileiro.
A iniciativa do governo inclui o corte de impostos e a concessão de subvenções a outros combustíveis, como diesel, biodiesel, gás de cozinha e querosene de aviação, em resposta à pressão causada pelo conflito internacional.
O subsídio será oferecido a produtores e importadores de gasolina que se inscreverem no programa, com um período de vigência estimado em dois meses. A estatal brasileira, que responde por 80% da oferta interna de gasolina, já sinalizou sua adesão, indicando a possibilidade de um aumento nos preços cobrado em suas distribuidoras, que se mantêm inalterados desde o início do ano.
“Vai acontecer já já”, afirmou a CEO da Petrobras, Magda Chambriard, durante a apresentação dos resultados do primeiro trimestre.
Chambriard também mencionou que está em diálogo com o governo sobre estratégias para mitigar o impacto do reajuste, visando manter o combustível acessível e garantir a participação da empresa no mercado. A Petrobras já promoveu aumentos nos preços do diesel, querosene de aviação e gás natural desde o agravamento da guerra no Oriente Médio.
- Diesel: aumento de R$ 0,38 por litro, com subsídio.
- Querosene de aviação: reajustes mensais, com aumentos de 9,4%, 54% e 18% em março, abril e maio, respectivamente.
- Gás natural: aumentos trimestrais, incluindo um de 19,2% no início de maio.
Fonte: Investidor 10























