Conflitos raramente se restringem ao campo de batalha, e a guerra no Irã já começa a mostrar impactos longe de suas fronteiras, impactando as expectativas econômicas no Brasil. O vetor principal desta tensão é o petróleo. Após uma escalada do preço do barril, que chegou a US$120, vimos um recuo para menos de US$90 devido a declarações de Donald Trump sobre o possível término do conflito.
Essa situação altera o cenário do Banco Central, que é presidido por Gabriel Galípolo. No início do ano, as discussões giravam em torno da velocidade do corte da Selic. Contudo, a incerteza geopolítica agora domina o foco das autoridades econômicas.
Atualmente, o mercado está dividido: enquanto parte aposta na redução de 0,5 ponto na reunião de março, outros especialistas reconhecem a possibilidade de manutenção da taxa em 15%. O impacto da guerra já se faz sentir, uma vez que os combustíveis mais caros estão pressionando a inflação e elevando os custos na agricultura, na indústria plástica e na energia, ampliando o alcance econômico deste conflito.























