Sábado, 07 de fevereiro de 2026

CNI aponta estagnação do faturamento industrial em 2025 devido à economia lenta

CNI aponta estagnação do faturamento industrial em 2025 devido à economia lenta
© CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservados

Pressionado pela desaceleração econômica, o faturamento da indústria de transformação brasileira permaneceu praticamente estável em 2025, registrando uma variação de apenas 0,1% em relação ao ano anterior. Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (6).

O resultado reflete a desaceleração da atividade no segundo semestre, após uma queda de 1,2% observada em dezembro, que marcou a interrupção de um ciclo positivo que prevaleceu até meados de 2025. No primeiro semestre, o faturamento acumulou uma alta de 5,7% comparado ao mesmo período de 2024, mas essa tendência foi revertida com os resultados negativos do segundo semestre.

Embora o faturamento tenha se mantido estável em 2025, o desempenho do setor veio após um forte crescimento de 6,2% em 2024, a maior alta em 14 anos. Indicadores recentes, como horas trabalhadas na produção e a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), também mostraram um enfraquecimento nas atividades industriais.

Em dezembro, as horas trabalhadas caíram 1% em relação a novembro, marcando o quarto recuo nos últimos seis meses. No entanto, o indicador fechou 2025 com um crescimento anual de 0,8%, sustentado pelo desempenho positivo do primeiro semestre. Já a UCI caiu 0,4 ponto percentual no mês, fechando o ano com uma média 1,2 ponto inferior à de 2024.

“O crédito elevado para empresários e consumidores reduz o ritmo da atividade, agravado pela forte entrada de produtos importados no mercado interno,” afirma Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.

No mercado de trabalho, o emprego industrial também teve uma redução de 0,2% em dezembro em comparação com novembro, representando o quarto recuo mensal consecutivo. No entanto, o setor encerrou 2025 com um crescimento de 1,6% no emprego em comparação ao ano anterior. A massa salarial real recuou 0,3% no último mês e acumulou uma queda de 2,1% durante o ano. O rendimento médio real se manteve quase estável (+0,2%) em dezembro, mas apresentou uma queda de 3,6% em relação a 2024.

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