Terça, 21 de julho de 2026

Brasil registra 166,6 mil novos empregos formais em junho de 2025

O Brasil viu a criação de 166.621 novos postos de trabalho formais em junho de 2025, conforme dados do Caged. No entanto, essa criação representa uma queda significativa em relação ao ano anterior.

Brasil registra 166,6 mil novos empregos formais em junho de 2025
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A criação de empregos formais registrou uma queda em junho de 2025. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, indicam que 166.621 novos postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês. Esse indicador representa a diferença entre contratações e demissões.

Comparando com junho do ano passado, houve uma redução de 19,2%. Em junho de 2024, foram criados 206.310 postos de trabalho. Este é o menor volume desde 2023, quando 155.704 vagas foram abertas.

No acumulado do ano, até junho, foram abertas 1.222.591 vagas, o que representa uma diminuição de 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A nova metodologia do Caged, implementada em 2020, afeta os dados de comparação com anos anteriores.

SETORES DE ATIVIDADE

Todos os cinco principais setores de atividade econômica geraram empregos em junho. O setor de serviços liderou, com a criação de 77.057 postos, seguido pelo comércio, que adicionou 32.938 vagas. A agropecuária criou 25.833 postos devido à safra, enquanto a indústria adicionou 20.105 vagas e a construção civil, 10.665 postos.

Destaques

No setor de serviços, a área de informação e comunicação, junto com serviços financeiros e administrativos, gerou 41.477 novas vagas. A administração pública, saúde e educação também contribuíram com 12.821 novas vagas.

A indústria de transformação, com 17.421 contratações líquidas, e o segmento de gestão de resíduos, com 1.218 novas vagas, foram os principais destaques.

REGIÕES

Em termosregionais, todas as cinco regiões do Brasil também mostraram crescimento na criação de empregos formais. O Sudeste foi a região com maior número de vagas, somando 76.332 novas oportunidades. O Nordeste criou 36.405 postos, enquanto o Centro-Oeste teve 23.876 novas vagas, impulsionado pela safra. Sul e Norte registraram 18.358 e 11.683 novas vagas, respectivamente.

Unidades da Federação

Das 27 unidades da Federação, 26 apresentaram saldo positivo em criação de vagas. Os estados que mais se destacaram foram São Paulo (+40.089 postos), Rio de Janeiro (+24.228) e Minas Gerais (+15.363). O único estado com perdas foi o Espírito Santo, com a eliminação de 3.348 postos, principalmente no setor cafeeiro.

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