Domingo, 24 de maio de 2026

Brasil busca novos mercados para enfrentar os efeitos do tarifaço, diz Silvio Costa Filho

Brasil busca novos mercados para enfrentar os efeitos do tarifaço, diz Silvio Costa Filho
Foto: Reprodução Redes Sociais/ X

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, descreveu como “contraproducente” a mescla de agendas políticas e econômicas nas relações entre os Estados Unidos e o Brasil.

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Durante um evento realizado no Recife, Costa Filho destacou que as práticas tarifárias dos EUA poderão impactar negativamente o emprego, mas que o Brasil está tomando medidas para mitigar esses efeitos, explorando novos mercados e oportunidades para seus produtos.

O ministro participou do seminário Esfera Infra neste sábado (9), onde compartilhou espaço com os ministros das Cidades, Jader Filho, e da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho.

“Infelizmente, a decisão [dos EUA] foi misturada com a agenda de anistia, de interesse daqueles setores bolsonaristas mais radicais. Defender isso é contraproducente com o Brasil porque emprego não é de direita nem de esquerda. Emprego é do povo brasileiro. Estamos prejudicando milhares de empresas por conta dessa taxação”, disse Costa Filho.

MERCADOS ALTERNATIVOS

Segundo o ministro, em menos de oito meses de governo de Donald Trump, os EUA estão enfrentando uma recessão, aumento do desemprego e inflação, o que prejudica a economia global.

Entretanto, ele apontou que a taxação imposta pelos EUA a produtos brasileiros tem reforçado a estratégia do Brasil de buscar mercados alternativos.

“Em pouco menos de dois anos e meio, o governo Lula abriu mais de 390 novos mercados. Eu vejo essa decisão dos EUA como uma oportunidade de reflexão. Embora não gostaríamos que isto tivesse ocorrido, é um cenário que levará o setor produtivo a acelerar a abertura de novos mercados foco na Ásia, Europa e outros países”, comentou Costa Filho.

O ministro das Cidades, Jader Filho, expressou esperança de que haja um questionamento interno nos EUA que leve à reavaliação das políticas externas.

“Acredito que as grandes lideranças dos Estados Unidos irão pressionar para que a situação melhore e que essa loucura na política internacional norte-americana chegue ao fim”, afirmou Jader Filho.

O ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, ressaltou que o governo Trump suspendeu legislações que previam punições para empresas americanas que corrompessem servidores públicos de outros países.

“Desde o fim da ditadura militar, o Brasil tem avançado na construção de instituições voltadas à cooperação internacional e à governança multilateral, especialmente na luta contra a corrupção, fundamentada em três pilares: transparência, supervisão e sanção”, explicou Carvalho.

Com Agência Brasil

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