Quinta, 12 de março de 2026

BNDES esclarece que não será impactado pela recuperação da Raízen

BNDES esclarece que não será impactado pela recuperação da Raízen
© Photo Art Fotografias/Raízen

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quinta-feira (12) que não será diretamente afetado pela recuperação extrajudicial da Raízen, uma das maiores empresas do agronegócio brasileiro.

Em 2025, o BNDES aprovou um financiamento de R$ 1 bilhão para a produção de etanol de segunda geração pela companhia, visando promover combustíveis mais sustentáveis.

Recentemente, a Raízen comunicou a seus principais credores sobre uma proposta de renegociação de R$ 65,1 bilhões em dívidas.

Segundo o BNDES, os financiamentos concedidos têm garantias reais, consistindo nas usinas da própria Raízen. Em nota, o banco afirmou:

“Portanto, conforme informou a própria empresa, continuarão a ser pagos normalmente.”

O BNDES enfatiza seu compromisso com a adoção de um sólido sistema de governança, que permite manter uma das menores taxas de inadimplência do setor financeiro, com índice de 0,008%, de acordo com o último balanço.

Entendendo a Recuperação Extrajudicial

A recuperação extrajudicial é um instrumento que permite a empresas em dificuldades financeiras negociar dívidas diretamente com os credores, evitando assim a falência. Para ser efetivo, o acordo precisa ser homologado pela Justiça. A Raízen apresentou seu pedido de recuperação à Comarca da Capital de São Paulo.

Importante mencionar que o procedimento de saneamento financeiro da Raízen não abrange dívidas com clientes, fornecedores e outros parceiros de negócios, que continuam a ser honradas conforme os contratos já estipulados.

Estabelecida em 2011 como resultado de uma joint venture entre a Cosan e a Shell, a Raízen conta com 45 mil colaboradores e opera 35 usinas dedicadas à produção de açúcar, etanol e bioenergia.

O etanol de segunda geração, que é objeto do financiamento do BNDES, é um biocombustível sustentável que é produzido a partir de resíduos vegetais, como o bagaço e a palha da cana-de-açúcar, ao contrário do caldo da cana utilizado no etanol convencional.

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