O Conselho Municipal de Meio Ambiente de Itabira (Codema) aprovou, nesta quinta-feira (12), o pedido de anuência da mineradora Vale para o reaproveitamento de rejeitos de minério de ferro em barragens, diques, cavas e outras estruturas do Complexo Minerário de Itabira. A proposta gerou debates entre diferentes setores da sociedade sobre os impactos ambientais, sociais e econômicos da iniciativa.
Após ter recebido um pedido de vista na reunião anterior, realizada em fevereiro, o tema voltou à pauta do conselho, ampliando o prazo de avaliação do projeto, que é considerado complexo e de grande impacto para o município.
A secretária do Codema, Patrícia de Freitas, ressaltou que o reaproveitamento do minério pode trazer benefícios econômicos e ambientais para Itabira, mas destacou a necessidade de atenção aos impactos na rotina da cidade.
“Do ponto de vista econômico, é extremamente importante para Itabira. O reaproveitamento do minério vai gerar renda para a cidade. Do ponto de vista ambiental, também é interessante, porque a gente vai retirar barragens”, afirmou.
Entre os principais pontos discutidos estava o impacto para a população, especialmente relacionado ao aumento do tráfego de caminhões nas vias próximas ao complexo da Mina Cauê na MG-129, que abrange os bairros Bela Vista, Nova Vista e Campestre. O conselho definiu encaminhamentos, como uma condicionante a ser enviada ao órgão regulador responsável pelo licenciamento ambiental, prevendo a manutenção constante das vias que poderão ser impactadas pelo aumento do tráfego pesado.
Aumento do Fluxo de Veículos Pesados
A presidente do conselho, Elaine Mendes, também expressou preocupações sobre o aumento do fluxo de veículos na MG-129, corroborando que isso é uma questão de atenção para a prefeitura, conselheiros e comunidade. Ela explicou que a liberação da intervenção está condicionada a um termo de compromisso que prevê a realização de um estudo técnico com a engenharia de trânsito.
“A Vale só vai poder liberar essa intervenção depois desse relatório, que precisa ser feito pela engenharia de trânsito”, completou Elaine Mendes.
Interesse do Município
O vice-presidente do Codema, Glaucius Bragança, destacou que a proposta pode contribuir para o desenvolvimento e diversificação econômica de Itabira. “Foi muito positivo para a questão do desenvolvimento e da diversificação econômica do município”, afirmou, ressaltando que há entendimento entre a Vale e o município sobre a utilização das vias impactadas.
Glaucius explicou que a anuência aprovada representa uma manifestação de interesse do município, mas que o processo ainda depende da análise dos órgãos ambientais do Estado. “Além disso, com base nesse documento, o processo será levado ao Estado de Minas Gerais para que o órgão competente analise e autorize o início efetivo das atividades”, finalizou.























