Terça, 28 de julho de 2026

Banco Mundial projeta queda no crescimento do Brasil para 2,4% em 2025

O Banco Mundial projeta uma queda no crescimento econômico do Brasil nos próximos anos, com razão em fatores como juros altos e uma política fiscal restritiva.

Banco Mundial projeta queda no crescimento do Brasil para 2,4% em 2025
Foto: Reprodução

O Banco Mundial prevê uma desaceleração significativa no crescimento da economia brasileira, com o Produto Interno Bruto (PIB) projetado para crescer 2,4% em 2025 e 2,2% em 2026. Essa redução representa uma queda de quase um terço em comparação ao crescimento de 3,4% registrado no último ano. As novas projeções foram divulgadas na última terça-feira, 10.

De acordo com a instituição, fatores como juros altos e um apoio fiscal reduzido são os principais responsáveis por essa desaceleração. O Banco Mundial destacou que “as políticas monetárias restritivas do País e o apoio fiscal limitado impactarão os investimentos e os gastos dos consumidores”.

Cenário da América Latina e Caribe

Enquanto isso, o crescimento da América Latina e do Caribe deve se manter estável, com projeções de 2,3% para 2025 e 2,4% para 2026. No entanto, a maioria das economias da região está revendo suas expectativas para baixo. O Brasil não está sozinho, outros países como o México enfrentam lentes semelhantes com expectativa de apenas 0,2% de crescimento em 2025, uma queda significativa.

Expectativas Regionais

A Argentina é um dos destaques com um crescimento projetado de 5,5% em 2025, impulsionado por uma estabilização econômica após dois anos de recessão. Já a Colômbia e o Chile também devem crescer moderadamente, com projeções de 2,5% e 2,1%, respectivamente.

Alertas e Desafios

O Banco Mundial alerta para riscos que poderão impactar essas previsões, incluindo barreiras comerciais, crescimento mais fraco nos EUA e na China, e condições financeiras globais mais restritas. Apesar desses desafios, espera-se que a região se recupere em 2026 e 2027, destacando a relevância dos preços das commodities e da demanda global como fatores determinantes.

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