Terça, 21 de abril de 2026

Banco Central suspende três instituições do Pix em meio a investigações

Banco Central suspende três instituições do Pix em meio a investigações
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

No último dia 4 de agosto, o Banco Central (BC) suspendeu cautelarmente do Pix mais três instituições financeiras: Voluti Gestão Financeira, Brasil Cash e S3 Bank. A ação foi motivada por suspeitas de que essas entidades estariam envolvidas no recebimento de valores desviados durante um ciberataque à C&M Software, provedora de serviços tecnológicos para o sistema financeiro.

A medida está em vigor por 60 dias e baseia-se no Artigo 95-A da Resolução 30 do BC, que regulamenta o funcionamento do Pix. De acordo com essa norma, o BC tem a capacidade de suspender imediatamente a participação de instituições quando sua conduta representa um risco ao sistema de pagamentos.

O desvio de recursos, que resultou na perda de pelo menos R$ 530 milhões, foi confirmado pela TV Brasil. As investigações ainda estão em andamento e se estendem a mais três instituições que já foram desconectadas do sistema, incluindo Transfeera, Soffy e Nuoro Pay.

A Transfeera, uma das empresas afetadas, declarou que a suspensão de suas operações relacionadas ao Pix não impactou seus outros serviços.

“Estamos colaborando com as autoridades para garantir a liberação da funcionalidade de pagamento instantâneo,”

informou a empresa em nota. No entanto, Soffy e Nuoro Pay, que atuam por meio de parcerias com outras instituições, não se manifestaram sobre a situação.

Entenda o ataque cibernético

O incidente foi desencadeado por um ataque aos sistemas da C&M Software, resultando no desvio de valores de contas reservas mantidas pelos bancos no BC. O valor desviado foi transferido via Pix e convertido em criptomoedas. Apesar de a C&M não processar transações financeiras, sua plataforma conecta várias instituições ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), que é operado pelo Banco Central.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu um funcionário da C&M que facilitou o acesso dos criminosos ao sistema, recebendo R$ 15 mil em troca. Este indivíduo confessou ter fornecido a senha de acesso por R$ 5 mil, além de comprometer-se a criar um sistema que permitisse acesso aos hackers.

A investigação continua com a colaboração da Polícia Federal, da Polícia Civil e do Banco Central, que garantiu que não houve vazamento de dados dos clientes.

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