Quarta, 18 de fevereiro de 2026

Dom Gil Antônio Moreira compartilha reflexões sobre despedida e novos caminhos

Dom Gil Antônio Moreira compartilha reflexões sobre despedida e novos caminhos
Foto: Guilherme Guerra/DeFato

Durante uma visita a Itabira, na última segunda-feira (26), o arcebispo emérito de Juiz de Fora, dom Gil Antônio Moreira, concedeu uma entrevista ao DeFato onde falou sobre a transição na Arquidiocese Metropolitana e sua futura missão após deixar o governo pastoral.

Dom Gil será sucedido por dom Marco Aurélio Gubiotti, que atualmente é bispo da Diocese de Itabira–Coronel Fabriciano e assumirá o cargo de arcebispo metropolitano no dia 7 de março. A sua renúncia, aceita pela Santa Sé conforme o rito do Direito Canônico, foi vista por ele como um gesto de confiança na Igreja.

O arcebispo emérito afirmou que a decisão foi tomada em paz e sem sofrimento e que o aspecto mais difícil é a saudade das relações construídas. “Entreguei diretamente ao Papa minha carta e agradeci à Igreja que sempre confiou em mim”, lembrou ele.

“Fui ao seminário com 11 anos e sempre estive à disposição da Igreja. Só tenho que agradecer”, destacou dom Gil.

Em seu relato, dom Gil recorda com emoção o encontro com o Papa Leão XIV, onde entregou sua carta de renúncia durante uma audiência no Vaticano. Ele ressaltou a importância simbólica deste encontro direto com o pontífice, em vez de tratar assuntos por correspondência.

No momento da conversa com o Papa, dom Gil sentiu que estava diante de um homem preparado e de forte espiritualidade. “Foi muito emocionante conhecer o Papa Leão. Um homem de competência acadêmica”, afirmou.

O arcebispo emérito também abordou o futuro de dom Marco Aurélio Gubiotti, destacando a importância da proximidade com o povo como uma das chaves de sua missão pastoral. “Dar tempo ao povo é mais importante do que fazer um sermão”, comentou.

Além disso, dom Gil revelou que recebeu convites para palestras e celebrações, mencionando seu desejo de se dedicar ao serviço, especialmente junto às realidades mais sensíveis, como seu trabalho com a população em situação de rua, na Sociedade São Vicente de Paulo.

“Isso não é cargo, é serviço. Quero estar disponível para quem precisar”, concluiu.

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