Uma moradora de João Monlevade registrou um boletim de ocorrência para denunciar injúrias raciais que sofreu. Jamilly Jully dos Santos Felipe, uma servidora pública de 38 anos, relatou que, no último domingo (25), fez um comentário em um post no Instagram sobre a marcha a Brasília, promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
O comentário de Jamilly afirmava que, mesmo que a marcha avançasse até o Japão, o ex-presidente Jair Bolsonaro continuaria preso e elogiava a detenção do antigo mandatário. Em resposta, algumas pessoas mostraram apoio, enquanto outras discordaram do seu posicionamento.
No entanto, a vítima recebeu mensagens diretas de uma mulher, contendo ofensas raciais e insultos, como: “Macaca”, “Vai para a p… que te p…” e “Criola [sic] dos infernos”. Essas agressões ocorreram às 15h59 do último domingo.
A agressora foi identificada como uma mulher de 34 anos, residente no bairro Bom Retiro, em Ipatinga. Conforme a notificação à Polícia Civil, às 22h23, o marido da agressora tentou entrar em contato com Jamilly para resolver a situação, oferecendo uma reparação. Contudo, ela rejeitou a oferta, afirmando que não cabia reparação para um crime de injúria racial, e que qualquer diálogo seria tratado na Justiça.
A Associação Monlevadense de Afrodescendentes (Amad) se manifestou, demonstrando apoio a Jamilly e condenando os ataques racistas: “É inaceitável que o ambiente digital seja uma plataforma para ataques de ódio e violência. A situação é ainda mais preocupante quando ofensas são feitas em canais privados.”
Jamilly expressou sua revolta, afirmando: “Eu luto contra o crime de injúria racial todos os dias e sou vítima mais uma vez. Revolta é a palavra.” Ela também incentivou outras pessoas que passam por situações semelhantes a denunciarem: “A lei 14532/2023 equiparou a injúria racial ao crime de Racismo. Não devemos aceitar a subserviência. Meu povo luta diariamente por respeito e dignidade.”
























