Quinta, 23 de julho de 2026

Decisão judicial determina devolução de parcelas de empréstimos do INSS

As instituições financeiras estão sob pressão judicial para reembolsar valores descontados de beneficiários do INSS, uma decisão que pode afetar muitos aposentados e pensionistas.

Decisão judicial determina devolução de parcelas de empréstimos do INSS
Decisão do STJ beneficia aposentados- Foto: Gustavo Lima/STJ

Recentemente, os bancos foram obrigados judicialmente a restituir valores descontados indevidamente de beneficiários do INSS. Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu que as instituições financeiras devem devolver as parcelas caso não consigam comprovar que o cliente autorizou o contrato de forma válida.

O entendimento da Justiça é de que o uso do cartão e senha em caixa eletrônico, especialmente por pessoas analfabetas, não é suficiente como prova de consentimento, se o cliente não compreendeu as condições da dívida.

A devolução abrange não apenas as parcelas descontadas, mas também tarifas abusivas, com a compensação dos valores que foram efetivamente depositados na conta do beneficiário.

No entanto, a devolução não ocorre automaticamente, e o beneficiário deve agir para reaver o dinheiro. Aqui estão as etapas recomendadas:

  • Verifique os extratos: Acesse o portal ou o aplicativo Meu INSS para identificar quaisquer parcelas de empréstimo ou cartão desconhecidas.
  • Exija explicações: Solicite ao banco os documentos e contratos assinados que originaram a dívida.
  • Registre reclamação: Caso o contrato seja considerado fraudulento, faça uma contestação oficial no site Consumidor.gov.br ou procure os postos de atendimento do Procon.
  • Acione a Justiça: Se o banco não resolver a situação de forma amigável, busque a Defensoria Pública ou um advogado especializado em direito previdenciário.

Fonte: ID PREVIDENCIÁRIO/FEEBPR.ORG.BR

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