Sábado, 18 de abril de 2026

Pixinguinha e Lupicínio Rodrigues: novos patronos da Música Popular Brasileira

Pixinguinha e Lupicínio Rodrigues: novos patronos da Música Popular Brasileira
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os artistas Pixinguinha e Lupicínio Rodrigues, ícones da cultura nacional, foram oficialmente nomeados patronos da Música Popular Brasileira (MPB). A lei que confere esse título foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (12).

O título de patrono é concedido a brasileiros falecidos há pelo menos 10 anos e que se destacaram por suas contribuições excepcionais ao segmento homenageado.

Lupicínio Rodrigues

Nascido em Porto Alegre em 16 de setembro de 1914, Lupicínio Rodrigues é reconhecido como o criador do estilo musical “dor-de-cotovelo”, que retrata as desilusões amorosas com letras profundas e impactantes. Suas canções, como Felicidade e Nervos de Aço, foram interpretadas por renomados artistas brasileiros, permanecendo vivas na memória afetiva do público.

Rodrigues compôs sua primeira música aos 14 anos, chamada Carnaval, e também é o autor do hino do Grêmio, time do coração. Seu grande sucesso foi Se acaso você chegasse, que se tornou famosa na voz de diversos intérpretes. O músico deixou um legado de cerca de 150 canções até seu falecimento, aos 59 anos, devido a problemas cardíacos.

Pixinguinha

Pixinguinha, nascido no Rio de Janeiro em 4 de maio de 1897, foi um dos maiores compositores do Brasil e um dos precursores do Chorinho. Ele também era saxofonista e maestro e sua obra é caracterizada por fusões de jazz norte-americano e ritmos africanos e brasileiros, criando uma experiência sonora única.

Reconhecido como um dos expoentes da música brasileira, Pixinguinha foi fundamental para solidificar o choro e moldar a música popular brasileira. Suas composições mais famosas incluem Carinhoso, Rosa e Lamentos. O Dia Nacional do Choro, celebrado em 23 de abril, homenageia seu vasto legado na música.

A trajetória musical de Pixinguinha começou sob a orientação de seu pai e, ainda jovem, ele se juntou ao grupo Os Oito Batutas, levando o choro a notoriedade internacional. Ele trabalhou como arranjador na RCA Victor e criou trilhas para cinema, deixando uma marca indelével na música até sua morte em 17 de fevereiro de 1974.

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