Quarta, 22 de julho de 2026

Nas Linhas do Tempo encerra com exposição no Centro de Memória Usiminas

A partir de oficinas de desenho e bordado, participantes produziram peças artísticas com suas memórias, experiências e sonhos
Exposição e encerramento do projeto Nas Linhas do Tempo – Foto: Rodrigo Zeferino

A noite do dia 17 de julho marcou o encerramento do projeto Nas Linhas do Tempo, iniciativa cultural voltada para mulheres 60+ do bairro Vila Ipanema, que buscou valorizar histórias de vida por meio da arte, promovendo escuta, convivência e fortalecimento de vínculos comunitários. Uma exposição aberta ao público no Centro de Memória Usiminas apresentou as obras produzidas pelas 25 alunas na oficina. A exposição contou com intérprete de Libras.

Realizado pela artista e arte-educadora Adriane Lima, o projeto Nas Linhas do Tempo foi viabilizado com patrocínio da Usiminas e contou com a parceria da Associação de Moradores do Bairro Vila Ipanema e da Comunidade Católica Nossa Senhora de Fátima.

Desde a época em que aprendeu a cozinhar em fogão a lenha, passando pela faculdade, o casamento e o nascimento das filhas, até a realização dos sonhos de lançar sua própria coleção de roupas de crochê e ter uma casa na praia — essa foi a trajetória bordada pela aluna Célia Martins em sua peça artística. “Vivenciamos momentos inesquecíveis nas aulas do projeto e já estamos sentindo falta. Fizemos amizades, saímos mais de casa. Tem sido uma verdadeira terapia contar a nossa história e fazer virar arte. Fiquei muito orgulhosa de poder mostrar para mais pessoas em uma exposição”, contou.

Segundo Adriane, a inspiração para a criação das obras das alunas foi as bobinas de aço produzidas pela Usiminas. “Sugerimos que as alunas fizessem o contorno de uma bobina no tecido e dentro elas bordaram as fases mais importantes das vidas delas: infância, adolescência, juventude, vida atual e os sonhos para o futuro. Foi uma experiência incrível. Uma emoção poder celebrar com cada aluna o resultado dessa exposição que nasceu da própria história de cada aluna. São outros olhares e histórias de como Ipatinga se desenvolveu do lado de fora da indústria”, pontuou.

Penélope Portugal, diretora do Instituto Usiminas, ressaltou que os projetos incentivados pela Usiminas junto à comunidade visam fortalecer os laços criados ao longo dos anos. “A sensibilidade da Usiminas em incentivar iniciativas com a comunidade resulta em entregas tão bonitas quanto essa. Cada aluna que acreditou no projeto e ajudou a contar histórias que realmente se entrelaçam com a história da Usiminas e de Ipatinga. O nosso papel é ouvir, acolher e continuar escrevendo as páginas dos tempos que virão”, completou.

O projeto

Ao longo de dois meses, foram realizadas oficinas de desenho e bordado nas quais cada participante foi convidada a refletir sobre seu passado, presente e futuro. A partir dessas vivências, elas criaram uma peça artística — um panô bordado que representa sua trajetória, com memórias, sonhos e experiências. No processo, a ilustração e a contação de histórias foram utilizadas como ferramentas de expressão, escuta e construção de sentido, promovendo processos criativos que fortalecem a autonomia, o pertencimento e a valorização das trajetórias individuais e coletivas.

A equipe do projeto foi formada por Adriane Lima (proponente e oficineira), Maria Elízia (oficineira), Sandra Helena (oficineira), Mariana Horta (produtora cultural), Wemerson Felix (designer gráfico), Silvania Pereira (assessoria de imprensa), Rodrigo Zeferino (fotografia e filmagem), Breno Felipe (assessoria financeira) e Vânia Coelho (intérprete de Libras).

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