Sábado, 23 de maio de 2026

Amanda Drumond assume produção do novo álbum do Hanói-Hanói

Amanda Drumond assume produção do novo álbum do Hanói-Hanói
Foto: Acervo pessoal/Amanda Drumond.

O lançamento do álbum 30 anos de insanidade – Ao vivo, do Hanói-Hanói, contou com o trabalho de profissionais mineiros nos bastidores, incluindo a produtora Amanda Drumond, natural de Santa Maria, e a assistente de produção Bárbara Drumond Mendonça, de Itabira.

Gravado em 2017 em Nova Lima, o show que originou o álbum não apenas reuniu integrantes do Hanói-Hanói, mas também importantes convidados como Samuel Rosa, Renegado, Affonsinho Heliodoro e Vivian Seixas. A coordenação geral foi realizada por Kika Seixas, reconhecida na cena musical e viúva de Raul Seixas.

Amanda compartilha que o maior desafio foi alinhar as agendas e garantir a preparação necessária para uma gravação ao vivo, onde não havia margem para erros. “Tudo que está registrado é real, o áudio, as imagens, a energia da plateia. Isso exigiu sincronia entre técnicos de som, vídeo e músicos, além de uma equipe operacional que trabalhou de forma integrada”, afirmou.

A direção ficou sob responsabilidade de Renato Falcão, diretor de fotografia brasileiro residente em Nova York, conhecido por trabalhos como Rio e A Era do Gelo. Sua participação trouxe um caráter cinematográfico ao projeto, enriquecendo a produção com uma perspectiva internacional.

O envolvimento de Amanda e Bárbara reforça a conexão do projeto com Minas Gerais, onde o público local sempre se identificou fortemente com o Hanói-Hanói. “Na apresentação, é possível ouvir o coro mineiro vibrando com as músicas. Esse vínculo regional foi crucial para o resultado final”, destacou Amanda. Bárbara, como assistente de produção, cuidou dos detalhes logísticos que asseguraram o sucesso das filmagens e da gravação.

O álbum, sob o selo Jasmin Music, de Ricardo Bacelar, apresenta 21 faixas, incluindo reinterpretações que conectam diferentes eras do rock e da música brasileira, como a famosa Saideira, do Skank, com a participação de Samuel Rosa, e uma versão de Totalmente Demais, com o rapper Renegado.

Amanda ressalta que a produção foi uma oportunidade de intercâmbio intergeracional e criativo. “Artistas de diferentes trajetórias, do pop rock da década de 1980 ao rap contemporâneo, compartilharam o palco. Isso ilustra a relevância da obra do Hanói-Hanói e a força da música como um elo entre estilos e épocas.”

Ela ainda menciona que a experiência deixou marcas tanto profissionais quanto pessoais. “Coordenação de tantas equipes engajadas em um único propósito foi um verdadeiro presente. Cada aspecto, desde a disposição das músicas ao clima da noite, pediu atenção e colaboração. Foi uma aprendizagem coletiva sobre como a arte e a música podem se transformar em história”, concluiu.

Além de produtora, Amanda é também escritora e já está desenvolvendo novos projetos, incluindo um livro de poesias e iniciativas voltadas para a cultura sustentável. A produtora está igualmente envolvida na gestão das informações sobre os 80 anos de Raul Seixas, em parceria com Kika Seixas.

Foto: Acervo pessoal/Amanda Drumond.

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