A menina Bitita iniciará o desfile da Unidos da Tijuca em 2026, contando a história de Carolina Maria de Jesus, uma escritora, cantora, compositora e poeta brasileira icônica. O nome Bitita, derivado da língua changana de Moçambique, significa panela de barro e simboliza resistência e ancestralidade.
O avô de Carolina, Benedito, deu a ela esse apelido no início do século XX, e será apenas uma das diversas personagens que representarão a autora na Sapucaí, incluindo “a doméstica”, “a grávida”, “a louca do Canindé”, “a catadora”, “a escritora”, “a marionete” e “a do carnaval”. O carnavalesco Edson Pereira destacou que “é um enredo bem biográfico. A história se desenvolve cronologicamente e traz a Carolina para o palco”.
Eduardo Pereira também afirmou que, apesar da grandeza de Carolina, sua história é pouco divulgada e necessita ser contada. “Vivemos um momento em que precisamos dar luz àqueles que foram apagados pela história. Carolina simboliza a força da mulher”, ele enfatizou.
Na sinopse do enredo, destaca-se a influência de seu avô na motivação para Carolina se tornar escritora, junto com as mulheres de sua família, e a sua luta contra as várias adversidades, principalmente o preconceito, ao longo da vida.
Carolina Maria de Jesus nasceu em 14 de março de 1914, em Sacramento, Minas Gerais, e mudou-se para São Paulo em busca de sonhos. Sua trajetória incluiu a vivência na favela do Canindé, onde ela começou a registrar os desafios e preconceitos, bem como casos de feminicídio, expressando a falta de desenvolvimento social para a população negra.
Edson Pereira também mencionou a celebração do livro Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada, que se tornou um sucesso desde sua publicação em 1960, e que será homenageado através de uma alegoria feita com materiais alternativos. “É uma história que precisa ser contada, um carnaval de reconhecimento”, completou Edson.
A direção de carnaval da escola, sob a responsabilidade de Fernando Costa e Elisa Fernandes, não está sendo tarefa fácil, mas eles têm se esforçado muito para honrar a narrativa de Carolina. Elisa, que também é cantora e compositora, vê este enredo como uma forma de inspirar outras mulheres. “Carolina representa a força de todas nós”, disse Elisa, ressaltando a importância de continuar o trabalho de Carolina na sociedade atual. A Unidos da Tijuca promete realizar um desfile emocionante que celebra a força da mulher e a narrativa de Carolina Maria de Jesus no próximo carnaval.
























