No Brasil, a contradição entre a exigência de eficiência do Estado e a distribuição de privilégios é alarmante. Mesmo com a necessidade de contenção, foi revelado que em um único ano, R$ 20 bilhões foram consumidos por salários superiores ao teto constitucional, atualmente estipulado em pouco mais de R$ 46 mil, o salário de um ministro do STF.
De acordo com um levantamento realizado pelo Movimento Pessoas à Frente e pela República.org, o Brasil se destaca de forma desconcertante, liderando um ranking de supersalários que abrange dez países. Há 53,5 mil servidores ativos e inativos recebendo valores acima do limite legal. Em segundo lugar, a Argentina, liderada por Javier Milei, contabiliza metade desse número, enquanto os Estados Unidos têm pouco mais de quatro mil casos. As pesquisas de países como Alemanha, França e México mostram um distanciamento ainda mais acentuado em relação ao Brasil.
Essa discrepância gera uma pressão crescente sobre a reforma administrativa, que atualmente está em tramitação na Câmara. Contudo, a discussão transcende cifras; ela expõe a fragilidade de uma democracia que, incapaz de lidar com seus próprios excessos, acaba por proteger aquilo que promete corrigir.

























