Segunda, 25 de maio de 2026

Ato de Lembrança marca 10 anos da Chacina de Osasco e Barueri

Ato de Lembrança marca 10 anos da Chacina de Osasco e Barueri
© Paulo Pinto/Agência Brasil

Familiares e entidades da sociedade civil se reuniram no final da tarde deste sábado (16) para lembrar os dez anos da chacina de Osasco, Barueri e Itapevi, ocorrida em 13 de agosto de 2015.

Durante a tragédia, 19 jovens foram mortos em um período de apenas duas horas por policiais militares que agiram em represália a conflitos anteriores. Desses, 15 mortes aconteceram em Osasco, três em Barueri e uma em Itapevi.

O evento, que aconteceu na rua Alagoinha, no Jardim Mutinga em Barueri, foi organizado pela Associação 13 de Agosto e pelo movimento Mães de Osasco e Barueri, contando com a presença de representantes de outros grupos de mães que perderam filhos em chacinas, como as Mães de Maio, da Baixada Santista, e as Mães de Manguinhos, do Rio de Janeiro.

Antônia Lúcia Gomes da Silva, mãe de Jailton Vieira da Silva, que foi assassinado aos 30 anos, expressou a dor de perder um filho e a necessidade de cuidar dos três netos que ficaram órfãos. Ela ressalta que teve que mudar-se de Embu-Guaçu para Barueri para não perder a guarda das crianças. “Falaram que teríamos direito a uma pensão e indenização, mas até agora nada”.

“Ninguém faz nada. O policial já está na rua trabalhando e pode novamente sair matando”, declarou Antônia.

Jailton foi assassinado enquanto esperava por uma pizza em um bar: “Ele foi puxado para dentro e já atiraram”.

Outra mãe presente, Aparecida Gomes da Silva Assunção, que perdeu seu filho Leandro de 36 anos, clamou por justiça: “Você não vê punição, apenas mães sofrendo a mesma dor”.

Rosa Francisca Correa, mãe de Wilker Thiago, que também foi vítima, contou que ele foi atingido por 40 tiros ao voltar do trabalho: “Esse luto vai conosco para sempre”.

A justiça parece distante, já que, após dois anos, apenas algumas condenações ocorreram, mas com subsequentemente absolvições em novos julgamentos. O inquérito policial concluiu com a identificação e indiciamentos de oito pessoas, incluindo sete policiais militares, embora todos tenham sido expulsos da corporação.

Para mais informações sobre o impacto da violência policial, clique aqui.

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