Quinta, 16 de abril de 2026

Associação em Itabira busca apoio para pacientes com doenças raras e crônicas

Associação em Itabira busca apoio para pacientes com doenças raras e crônicas
Foto: Divulgação

Em Itabira, uma nova associação surge para transformar a dor em acolhimento e luta por direitos. A Associação de Doenças Autoimunes, Raras e Crônicas (Adarc) está se formalizando e precisa do apoio da sociedade para se tornar uma rede efetiva de suporte a pacientes, que muitas vezes enfrentam desafios invisíveis.

Esta iniciativa surgiu a partir da vivência de quem conhece bem as dificuldades do sistema de saúde. Segundo Kátia Fonseca, uma das idealizadoras, o projeto é uma evolução de um grupo dedicado a pacientes com lúpus e outras doenças autoimunes. “A ideia nasce da dor que se transforma em ação. Percebemos que pacientes com diagnósticos complexos se sentiam invisíveis no sistema de saúde e na sociedade”, explica.

A Adarc é composta por Katia Fonseca, Janete Antônia, Simone Justo e Diego Ribeiro. Os interessados em apoiar a associação ou obter mais informações podem entrar em contato pelo e-mail, ou pelas redes sociais, como o Instagram e também pelos telefones (31) 98785-7220 e (31) 98783-7183.

Desafios de Visibilidade e Dados

Um dos maiores entraves enfrentados é a falta de dados concretos. Itabira não possui um censo específico para mensurar o número de pessoas com doenças raras, autoimunes ou crônicas. “Sem dados, não há políticas públicas eficientes. Uma das nossas missões é pleitear a criação de um cadastro municipal”, destaca Kátia.

Frentes de Atuação da Adarc

A associação pretende se tornar um ponto de apoio completo para pacientes e familiares, oferecendo acolhimento, orientação e articulação com o poder público. Dentre as principais iniciativas, destacam-se:

  • Orientação jurídica para garantir o acesso a tratamentos;
  • Apoio psicológico a pacientes e cuidadores;
  • Parcerias para aquisição de equipamentos médicos e ortopédicos;
  • Mobilização política por melhorias no SUS.

A Adarc já iniciou parcerias, como a com a Funcesi, visando ampliar o acesso a atendimentos especializados em fisioterapia e neurologia.

Formalizando a Associação

Apesar de já estar mobilizando pessoas, a ADARC ainda está em processo de formalização, incluindo a elaboração do estatuto e obtenção do CNPJ, etapa essencial para firmar convênios e captar recursos. Neste momento, está em busca de apoio financeiro para viabilizar sua estrutura inicial, com o objetivo de arrecadar R$ 5 mil para sua regularização jurídica e capacitação em gestão do terceiro setor.

Com a missão de ser a voz de quem convive com doenças raras e crônicas, a Adarc quer transformar invisibilidade em dignidade. “Não queremos apenas sobreviver à doença, queremos viver com qualidade e respeito”, conclui Kátia.

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