Quarta, 27 de maio de 2026

Após protestos, ArcelorMittal sinaliza abertura para discutir escala 4×4 em Monlevade

Após protestos, ArcelorMittal sinaliza abertura para discutir escala 4×4 em Monlevade
Foto: Equipe de comunicação do Sindicato Metabase de Itabira e Região

As negociações entre os trabalhadores e a ArcelorMittal sobre o acordo de turno na unidade de João Monlevade ganharam um novo capítulo nesta terça-feira (26). Em reunião entre representantes da empresa e do Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade (Sindmon-Metal), a siderúrgica mostrou-se aberta para discutir mudanças no modelo de jornada, incluindo a possibilidade de implantação da escala 4×4.

Apesar do avanço nas conversas, ainda não houve definição sobre um novo acordo, e uma nova rodada de negociações entre sindicato e empresa está marcada para o próximo dia 29 de maio.

O encontro ocorreu após mobilizações organizadas pelos trabalhadores. Na última quinta-feira (21), um protesto promovido pelo sindicato reuniu metalúrgicos e entidades sindicais nas proximidades da usina, provocando congestionamento na avenida Getúlio Vargas e aumentando a pressão sobre a empresa. Na sexta-feira (22), os trabalhadores aprovaram, durante uma assembleia, o estado de greve na empresa.

A principal reivindicação da categoria é a adoção da escala 4×4, onde os funcionários trabalham quatro dias consecutivos em jornadas de 12 horas, seguidos por quatro dias de folga. Segundo o sindicato, esse modelo já está em prática em outras unidades da empresa no Brasil.

De acordo com o Sindmon-Metal, a mobilização dos trabalhadores foi crucial para reabrir as negociações. A entidade ressalta que qualquer proposta deve garantir melhores condições de trabalho, qualidade de vida e a preservação de direitos.

As discussões ocorrem em meio ao descontentamento de trabalhadores do setor de turno que reivindicam mudanças no sistema de jornada atual, que impacta diretamente a saúde física e mental dos funcionários, além de afetar a convivência familiar e a vida social dos mesmos.

O movimento sindical reafirma a necessidade de mobilização da categoria enquanto as tratativas continuam. Nas últimas semanas, a discussão sobre a jornada de trabalho também mobilizou entidades como o Sindicato Metabase de Itabira e Região, o Metasita e organizações ligadas à Central Única dos Trabalhadores do Vale do Aço.

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