O Crescente Vermelho divulgou dados alarmantes sobre os bombardeios que já duram mais de 40 dias contra o Irã, resultando em danos a 125 mil unidades civis, incluindo 100 mil residências. Além disso, 32 universidades e 339 unidades de saúde foram atingidas.
Em um comunicado, Pir-Hossein Kolivand, presidente da ONG no país, afirmou que algumas das instituições foram completamente destruídas e outras, danificadas. “Estes dados serão enviados às organizações internacionais”, enfatizou Kolivand durante entrevista à TV SNN.
Entre as unidades comerciais afetadas, foram cerca de 23 mil, enquanto nos centros médicos estão incluídos hospitais, farmácias e laboratórios. Ele também mencionou que o Hospital Khatam foi reativado em menos de 24 horas após os danos.
A ONG, que conta com mais de 28 mil trabalhadores no Irã, relatou que 857 escolas e 20 centros da Crescente Vermelho foram alvos dos ataques. Um dos incidentes mais notáveis ocorreu na Universidade de Tecnologia Sharif, principal instituição de tecnologia e engenharia do Irã, provocando uma forte condenação de 36 universidades que se manifestaram contra os ataques.
“Exortamos todas as instituições religiosas, científicas, universitárias e culturais do mundo a se levantarem contra estas violências e a não permitirem que os direitos fundamentais da humanidade sejam sacrificados pelas ambições desmedidas das potências agressoras”, diz um comunicado das universidades iranianas.
Os ataques à infraestrutura civil são condenados pelo direito internacional. O presidente dos EUA, Donald Trump, anteriormente ameaçou eliminar o Irã, o que configura crime de genocídio. Contudo, o secretário de Estado, Marco Rubio, sugeriu que, em certas situações, esses ataques poderiam ser considerados como “efeitos colaterais”.
O jornalista e especialista em geopolítica, Anwar Assi, destacou que o elevado número de unidades civis atingidas no Irã, em Gaza e no Líbano demonstra uma estratégia deliberada e não apenas efeitos colaterais.
“É um crime de guerra e busca-se pressionar e aterrorizar a população civil. Essa é uma estratégia que Israel utiliza desde a década de 1990”, afirmou Assi.
Até o momento, Israel não comentou os ataques à infraestrutura civil no Irã, mas frequentemente justifica ações contra escolas e hospitais alegando que estariam sendo usados para fins militares.























