A Vale S.A. requereu à Prefeitura de Itabira o consentimento e a Certidão de Uso e Ocupação do Solo para implementar um projeto que visa o reaproveitamento de bens minerais metálicos e rejeitos armazenados em estruturas como barragens, diques e cavas do Complexo Minerário de Itabira.
Após análise técnica pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal (SEMAPA), o pedido será discutido na próxima reunião do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Codema), marcada para quinta-feira (12).
A manifestação técnica ainda não autoriza o início das operações, que dependem das aprovações do conselho e da obtenção das licenças ambientais estaduais. Este projeto faz parte do processo de licenciamento ambiental e considera o reaproveitamento de rejeitos e estéreis já acumulados em estruturas como os diques Minervino e Cordão Nova Vista, a barragem de Conceição e as cavas Onça e Periquito.
Conforme os documentos apresentados, a proposta prevê a recuperação de até 5 milhões de toneladas anuais de bens minerais metálicos e cerca de 5,8 milhões de metros cúbicos de material atualmente depositado nas barragens. O beneficiamento será realizado nas usinas já existentes no complexo minerário.
Segundo a Vale, o objetivo é reduzir o volume de rejeitos armazenados e aplicar o conceito de mineração circular, otimizando áreas licenciadas sem abrir novas frentes de lavra.
- Diques Minervino e Cordão Nova Vista: até dezembro de 2032;
- Barragem de Conceição: até 2036;
- Cavas do Onça e Periquito: entre 2026 e 2027;
- Barragem e Paliçadas do Rio do Peixe: até março de 2034.
O projeto deverá mobilizar 443 trabalhadores, com 331 na área operacional e 112 nas áreas administrativa e de apoio, operando em turnos contínuos de 12 horas, com monitoramento ambiental constante.
No pico da operação, entre 2028 e 2031, estão previstas cerca de 413 viagens de caminhão por dia, ou 46 por hora, para transporte dos rejeitos.
O transporte externo ocorrerá pelo acesso da Portaria do Centro de Educação Ambiental (CEA), ligando-se diretamente à MG-462, a fim de minimizar o tráfego em áreas residenciais.
Na Barragem de Conceição, o reaproveitamento será realizado por meio de dragagem hidráulica, e a expectativa é de recuperar cerca de 7 milhões de metros cúbicos de rejeitos.
Os impactos ambientais identificados no Relatório Ambiental Simplificado (RAS) incluem emissão de poeira e vibrações sísmicas, sendo necessárias medidas de controle adequadas para mitigá-los.
























