Segunda, 13 de julho de 2026

Vale busca aprovar projeto de reaproveitamento de rejeitos até 2036 em Itabira

O projeto da Vale para reaproveitar rejeitos do Complexo Minerário de Itabira envolve o uso sustentável de materiais já acumulados, com previsão de operações até 2036, que serão debatidas em reunião municipal.

Vale busca aprovar projeto de reaproveitamento de rejeitos até 2036 em Itabira
Foto: Assessoria de Comunicação – FIP/ATI – Itabira

A Vale S.A. requereu à Prefeitura de Itabira o consentimento e a Certidão de Uso e Ocupação do Solo para implementar um projeto que visa o reaproveitamento de bens minerais metálicos e rejeitos armazenados em estruturas como barragens, diques e cavas do Complexo Minerário de Itabira.

Após análise técnica pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal (SEMAPA), o pedido será discutido na próxima reunião do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Codema), marcada para quinta-feira (12).

A manifestação técnica ainda não autoriza o início das operações, que dependem das aprovações do conselho e da obtenção das licenças ambientais estaduais. Este projeto faz parte do processo de licenciamento ambiental e considera o reaproveitamento de rejeitos e estéreis já acumulados em estruturas como os diques Minervino e Cordão Nova Vista, a barragem de Conceição e as cavas Onça e Periquito.

Conforme os documentos apresentados, a proposta prevê a recuperação de até 5 milhões de toneladas anuais de bens minerais metálicos e cerca de 5,8 milhões de metros cúbicos de material atualmente depositado nas barragens. O beneficiamento será realizado nas usinas já existentes no complexo minerário.

Segundo a Vale, o objetivo é reduzir o volume de rejeitos armazenados e aplicar o conceito de mineração circular, otimizando áreas licenciadas sem abrir novas frentes de lavra.

  • Diques Minervino e Cordão Nova Vista: até dezembro de 2032;
  • Barragem de Conceição: até 2036;
  • Cavas do Onça e Periquito: entre 2026 e 2027;
  • Barragem e Paliçadas do Rio do Peixe: até março de 2034.

O projeto deverá mobilizar 443 trabalhadores, com 331 na área operacional e 112 nas áreas administrativa e de apoio, operando em turnos contínuos de 12 horas, com monitoramento ambiental constante.

No pico da operação, entre 2028 e 2031, estão previstas cerca de 413 viagens de caminhão por dia, ou 46 por hora, para transporte dos rejeitos.

O transporte externo ocorrerá pelo acesso da Portaria do Centro de Educação Ambiental (CEA), ligando-se diretamente à MG-462, a fim de minimizar o tráfego em áreas residenciais.

Na Barragem de Conceição, o reaproveitamento será realizado por meio de dragagem hidráulica, e a expectativa é de recuperar cerca de 7 milhões de metros cúbicos de rejeitos.

Os impactos ambientais identificados no Relatório Ambiental Simplificado (RAS) incluem emissão de poeira e vibrações sísmicas, sendo necessárias medidas de controle adequadas para mitigá-los.

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