O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, assinou um decreto estabelecendo estado de alerta climático por um período de 180 dias.
A iniciativa é preventiva e busca fortalecer ações contra chuvas intensas e alagamentos decorrentes do El Niño.
Conforme informações da agência de notícias do governo estadual, serão realizados investimentos em monitoramento, capacitação e modernização de barragens, embora o decreto não configure uma situação de emergência ou calamidade pública.
Segundo o governo, “o objetivo é permitir a mobilização antecipada dos órgãos estaduais para ações de prevenção, monitoramento e resposta rápida a possíveis eventos extremos”.
O decreto também estabelece critérios objetivos para que os municípios afetados possam declarar situação de emergência, considerando fatores como:
- Precipitação superior a 80mm em 24 horas
- Desabrigamento de famílias
- Interrupção de serviços essenciais
- Deslizamentos de terra
- Alertas de nível laranja ou vermelho emitidos pela Defesa Civil
A mobilização de servidores estaduais para apoio às ações da Defesa Civil também está prevista na medida, além da autorização para utilização de recursos do Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil (Fundec) para custear ações preventivas e operacionais.
Este decreto tem sua vigência até novembro, podendo ser prorrogado conforme a necessidade. Santa Catarina enfrentou grandes enchentes associadas ao El Niño nos anos de 1983 e 2023.
Entendendo o El Niño
Estudos recentes feitos pelo National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) indicam uma probabilidade acima de 80% de ocorrência do El Niño a partir de julho.
O fenômeno, que se caracteriza pela alteração da temperatura das águas do Oceano Pacífico, tende a ter sua maior intensidade entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027. O NOAA também aponta para um risco aumentado de variação de temperatura e suas consequências, com um alerta para a costa oeste dos Estados Unidos sobre possíveis temporais e inundações.
Além disso, institutos relacionados ao Ministério da Agricultura e da Ciência, Tecnologia e Inovação alertam sobre os riscos de chuvas intensas na região Sul e os impactos na produção de alimentos, afetando culturas como arroz, feijão e milho.
























