Segunda, 25 de maio de 2026

Mutirão na Serra do Vulcão: Ações climáticas que transformam a periferia do Rio

Mutirão na Serra do Vulcão: Ações climáticas que transformam a periferia do Rio
© Prefeitura Nova Iguaçu/Divulgação

Em meio às formações rochosas e à vasta porção de Mata Atlântica da Serra do Vulcão, no Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, um mutirão reúne esforços para lidar com a emergência climática. A iniciativa, que conta com a colaboração de sociedade civil, setor privado, povos indígenas e jovens, busca a regeneração do Parque Gericinó-Mendanha.

Neste sábado (16), diversas mudas de espécies nativas foram plantadas e sinalizações de trilhas ambientais foram instaladas como parte do projeto Mutirão COP30, com apoio do Programa Jovem Campeão Climático (PYCC).

“Estamos falando de reconhecer as práticas territoriais que protegem a natureza e que realmente promovem a regeneração, seja do solo, da vegetação e até das mentes das pessoas. É uma iniciativa de educação climática que aplica as decisões das negociações climáticas”, afirma Marcele Oliveira, campeã de Juventude na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).

A região, além de ter uma rica biodiversidade, enfrenta pressões da urbanização e recorrentes incêndios florestais. “Esse é um exemplo claro de que, ao identificar problemas como a queimada, as pessoas se juntam para destacar que a solução é reflorestar, educar e unir-se em torno do território”, destaca Alice Amorim, diretora de Programas da COP30.

Essa experiência representa o que as comunidades das periferias têm promovido desde 2018, por meio do movimento social #ElesQueimamNósPlantamos. Até hoje, o grupo já plantou mais de 7 mil mudas nativas no Parque Gericinó-Mendanha.

“Desejamos que a Serra do Vulcão seja um exemplo vivo apresentado durante a COP30, provando que a ação climática começa no território, de modo regenerativo e participativo”, declara Lennon Medeiros, diretor executivo da Visão Coop, que realiza a ação em parceria com o Instituto EAE e a Cabana do Vulcão.

A ação local faz parte do Mutirão Global, que reunirá metodologias, resultados e indicadores promovidos em diferentes territórios para compartilhar com os tomadores de decisão mundial casos concretos de ação climática liderada por comunidades das periferias urbanas brasileiras.

“O Mutirão Global está relacionado à transformação, e essa transformação precisa ocorrer no território para depois se expandir para o global. Aqui estamos regenerando o território, o que se alinha à proposta de implementação que será apresentada na COP30”, conclui.

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