O Governo de Minas Gerais confirmou o rompimento de uma estrutura de contenção na mina de Fábrica, situada entre Ouro Preto e Congonhas, ocorrido na madrugada de domingo (25). O incidente causou sérios impactos ambientais na região central do estado.
Embora a Vale S.A. tenha inicialmente informado que não se tratava de um rompimento, mas de um “extravasamento de água com sedimentos”, as autoridades classificaram a situação de forma diferente.
Em coletiva realizada na terça-feira (29), representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e da Defesa Civil detalharam o incidente. A estrutura comprometida, associada à cava 18, sofreu erosão devido a chuvas intensas e ao volume acumulado de água. O rompimento liberou água turva com sedimentos, afetando a linha de drenagem e impactando áreas da CSN Mineração em Ouro Preto.
O governo estadual impôs à Vale uma multa de aproximadamente R$1,3 milhão por poluição ambiental, além de invasão de propriedade e falhas na comunicação imediata do desastre aos órgãos competentes.
Outro incidente em Minas Gerais foi registrado na Mina Viga, onde uma falha similar resultou em impactos nos cursos d’água e na turbidez, acarretando uma multa de R$400 mil e a suspensão das atividades operacionais da mineradora.
“A função dos SUMPs é impedir que sedimentos atinjam os corpos hídricos, e no caso ocorreu a elevação da turbidez pela deposição de sedimentos”, explicou Gustavo Endrigo, Superintendente de Fiscalização Ambiental da Semad.
As autoridades esclareceram que não houve vítimas e que as barragens de rejeitos da Vale estão sob monitoramento contínuo sem riscos iminentes à segurança.

























