O governo federal está em uma nova missão: interligar todas as unidades de saúde indígena do Brasil até o final de 2026, garantindo acesso à internet de qualidade para todos os serviços de saúde destinados aos povos originários.
“Nosso objetivo é chegar até o final do ano que vem com a universalização da conectividade em todas as unidades de saúde indígenas do nosso país”, disse Weibe Tapeba, secretário nacional de Saúde Indígena, em entrevista à Agência Brasil, na véspera do Dia dos Povos Indígenas.
“Isso também nos permitirá expandir a tecnologia da telessaúde, com a qual podemos evitar as remoções de pacientes indígenas para fora dos territórios”, acrescentou o secretário.
Com a conectividade melhorada, a telessaúde poderá ser implementada nas comunidades, permitindo acesso a médicos especialistas sem que os indígenas precisem sair de suas aldeias.
Atualmente, 19 dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) já oferecem serviços de consultas à distância, utilizando a internet banda larga do Programa Conecta Brasil, que diminui o deslocamento dos pacientes.
Desafios e Investimentos
O secretário destacou que mais de 700 pontos de conectividade já foram criados, mas as demandas por infraestrutura e saneamento básico ainda persistem. “Cerca de 60% dos territórios indígenas no Brasil não têm acesso à água potável”, informou ele.
Com o orçamento da saúde indígena chegando a R$ 3 bilhões, Weibe enfatizou a necessidade de mais recursos para suprir as demandas existentes, que totalizariam entre R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões.
Aumento nos Atendimentos
Os atendimentos a indígenas têm apresentado um crescimento significativo, saltando de 9,18 milhões em 2018 para 17,31 milhões no ano passado. Este aumento evidencia a necessidade de ampliar a assistência e corroborar o trabalho efetivo nestas comunidades.























