O Brasil fechou 2024 com um avanço de 3,4% no PIB, marcando uma sequência de quatro anos de resultados positivos. A taxa de desemprego atingiu seu menor nível histórico, situando-se em 6,6%, o que vai de encontro a um cenário que à primeira vista parece promissor.
Entretanto, a percepção nas ruas e nos mercados é de descontentamento. Um dos principais fatores dessa discrepância é a renda estagnada. Apesar de os rendimentos médios terem aumentado 1,5% nos últimos dois anos, o aumento real foi apenas de R$ 100 em uma década, considerando que a renda média da população passou de R$ 3.125 em 2014 para R$ 3.225 em 2024.
O governo Lula tem apresentado números favoráveis e anunciou, no dia 6 de março, um pacote de medidas para a redução de preços de alimentos como café, açúcar e carnes. Contudo, a combinação de juros altos e uma inflação superior à meta está minando a confiança da população. Assim, o país continua a enfrentar ciclos de crescimento intermitentes, permanecendo vulnerável a oscilações econômicas e com pouca esperança, tanto na visão política da esquerda quanto da direita.
























