Quarta, 03 de junho de 2026

PRF encerra Operação Carnaval com queda no número de mortes e feridos

PRF encerra Operação Carnaval com queda no número de mortes e feridos
Foto: Divulgação/PRF

Durante os seis dias da Operação Carnaval, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou uma queda significativa no número de mortes e feridos nas estradas federais em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (6) na sede da corporação, em Brasília.

Entre 28 de fevereiro e 5 de março, foram contabilizados 83 óbitos nas rodovias federais, uma redução de 5,7% em relação aos 88 óbitos registrados no carnaval anterior. O número de feridos também caiu, totalizando 1.315 este ano contra 1.552 no ano passado, representando uma diminuição de 15,3%. O total de sinistros foi de 1.150 em 2025, comparado a 1.243 em 2024, resultando em uma queda de 7,5%.

Fiscalização e infrações

Apesar das campanhas de conscientização e do aumento na fiscalização, 2.732 condutores foram autuados neste carnaval por dirigirem sob efeito de álcool. Entre eles, 128 motoristas foram detidos, um aumento de 10,34% em comparação a 2024, onde 116 motoristas foram flagrados nessa condição.

Além do consumo de álcool, outras infrações também foram detectadas, totalizando 6.818 autuações por falta do uso de cinto de segurança, 1.089 por não utilizar cadeirinhas para crianças, 7.704 por ultrapassagens indevidas e 53.676 por excesso de velocidade.

Campanha pela segurança no trânsito

O diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira, destacou que cerca de 3 mil policiais atuaram diariamente nas rodovias federais durante o carnaval. Foi realizado um estudo para identificar 150 pontos críticos onde os acidentes ocorrem com maior frequência. “Implementamos a estratégia de mobilização de policiais nessas áreas”, afirmou.

Oliveira ressaltou que, para realmente reduzir a letalidade no trânsito, é crucial uma mudança de comportamento dos condutores. “A responsabilidade no trânsito não é apenas dos órgãos de fiscalização. É uma responsabilidade compartilhada. Sem uma mudança real no comportamento dos motoristas, não teremos uma diminuição efetiva no número de acidentes”, concluiu.

*Com Agência Brasil

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