Profissionais da Educação Infantil da Rede Municipal de Ipatinga participaram, nesta quinta-feira (29), de uma vivência cultural nas Ruínas da Estação de Pedra Mole, no bairro Cariru. A atividade foi conduzida pelo grupo teatral Boca de Cena e fechou o ciclo de formação continuada do Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (ProLEEI), promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação.
Durante o passeio, os atores deram vida às lembranças da primeira estação ferroviária da região do Vale do Aço. A experiência mistura educação ambiental, história e intervenção cênica, e convida os educadores a enxergar o território como uma sala de aula a céu aberto. Cada canto das ruínas virou cenário para contar como a ferrovia marcou o desenvolvimento local e como esse legado pode inspirar o trabalho com as crianças. A programação cultural, realizada de 27 a 30 de outubro, amplia o contato dos participantes com o patrimônio e a cultura de Ipatinga.
Aprendizado
Ao longo de 2026, o ProLEEI, integrado ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), reuniu cerca de 200 profissionais em 10 turmas. A formação contou com 10 professoras multiplicadoras da própria rede e com a orientação da professora Cleide de Araújo Campos, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).
O percurso incluiu estudos, atividades práticas e troca de experiências sobre literatura infantil, oralidade, leitura, escrita, consciência fonológica e organização de ambientes que favoreçam o desenvolvimento integral, sempre com respeito às brincadeiras, às interações e às múltiplas linguagens da infância.
Qualidade do ensino
Para a secretária municipal de Educação, Wanessa Mayra, investir na formação continuada é essencial para fortalecer a qualidade do ensino. “O ProLEEI valoriza nossos profissionais, amplia conhecimentos e fortalece práticas pedagógicas que respeitam a infância e promovem experiências significativas de aprendizagem e desenvolvimento para nossas crianças”, destaca.
A professora Vivian Cortezão Freire, participante do programa, entende que o contato direto com o patrimônio público faz diferença no cotidiano de quem educa. “Vivências como esta influenciam na leitura, na escrita e na oralidade dos alunos, sempre com muito brincar e múltiplas linguagens. Quando a história dos patrimônios da cidade chega à sala de aula, o olhar se amplia e inspira experiências ainda mais ricas”, afirma.























