Sexta, 23 de outubro de 2026

Por que voto 22: os argumentos econômicos e políticos para a eleição

Economista aponta prioridades de segurança, redução do Estado e compara indicadores fiscais e sociais entre gestões.
Porque voto 22

A discussão sobre o papel do Estado e a eficiência da máquina pública está no centro das motivações para o voto 22, defendido pela economista Luciana Carvalho. Para ela, a segurança é a principal função estatal, surgida da necessidade de estabelecer normas de convivência e afastar a sociedade da barbárie.

A visão sobre o papel do Estado

Na avaliação da especialista, o candidato Flávio Bolsonaro é o único que prioriza essa atribuição fundamental, defendendo que o governo não deve administrar empresas, atuar como mero provedor de empregos sem critérios de eficiência ou ditar parâmetros biológicos e familiares.

A proposta de diminuir o tamanho da máquina estatal visa permitir que a administração pública se dedique com mais rigor às suas áreas fins, corrigindo problemas nas contas públicas que seriam ignorados por correntes socialistas.

Educação e o confronto de modelos

Na área da educação, a estratégia defendida é retomar o foco no conteúdo em detrimento da ideologia, combatendo a dificuldade dos estudantes em interpretação de texto e matemática constatada em levantamentos recentes.

O texto aponta que a esquerda comete o erro de comparar ideias teóricas perfeitas com a realidade capitalista, citando o autor Denis Rosenfield para defender que a análise honesta exige confrontar o socialismo real com o capitalismo real, a exemplo das divisões históricas entre Alemanha Ocidental e Oriental, ou Coreia do Sul e Coreia do Norte.

Indicadores econômicos e sociais comparados

No cenário nacional, dados oficiais revelam mudanças expressivas entre 2022 e 2026. O cadastro de pessoas em situação de rua passou de 198,7 mil para 392,4 mil, conforme o Ministério do Desenvolvimento Social.

De acordo com o Banco Central, a dívida pública bruta do governo geral avançou de 71,7% para 82,9% do PIB, enquanto o resultado primário do setor público consolidado foi de um superávit de R$ 126 bilhões para um déficit de R$ 55 bilhões.

Outros setores também registram impactos: os pedidos de recuperação judicial subiram de 833 em 2022 para 2.273 em 2026, segundo a Serasa Experian. Além disso, levantamentos apontam dezenas de elevações de tributos desde 2023, e dados do Banco Central de junho de 2026 mostram que o país voltou a ser devedor internacional após 19 anos, com a dívida externa alcançando US$ 407,1 bilhões.

Por fim, a reflexão proposta aos eleitores questiona posicionamentos sobre temas polêmicos como segurança pública, carga tributária, autonomia sindical, respeito à propriedade privada e controle de gastos públicos.

Fonte: A Notícia Regional

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