A economia brasileira voltou a registrar expansão e avançou 0,5% na passagem de julho para agosto, superando o período de dois meses consecutivos de retração. Com esse resultado, o acumulado em 12 meses alcançou 1,8%.
Monitor do PIB da FGV
Os dados integram o Monitor do PIB, levantamento mensal desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto oficial e consolida informações sobre o desempenho da indústria, dos serviços, do comércio e da agropecuária.
Na comparação interanual, o mês de agosto apresentou um avanço de 1,5% frente ao mesmo período do ano anterior. Já no trimestre encerrado em agosto, a FGV identificou uma alta de 1,7% em relação ao trimestre equivalente de 2025. Em termos nominais, o montante acumulado do PIB até o oitavo mês do ano foi estimado em R$ 9,020 trilhões.
Desempenho por setores
O crescimento foi puxado principalmente pela indústria extrativa e pelo setor de serviços. O pesquisador associado do Ibre, economista Claudio Considera, explicou que a oferta foi dinamizada por esses dois segmentos.
“Pela ótica da demanda, a despeito da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo”, complementa.
O especialista também destacou que, mesmo diante de um cenário de inflação persistente e taxas de juros elevadas decorrentes de uma política monetária contracionista, “a economia apresenta capacidade de recuperação”. No recorte trimestral até agosto, o consumo das famílias avançou 0,4%, sustentado sobretudo pelas compras de produtos duráveis.
Projeções e mercado
Outros indicadores acompanham o ritmo da atividade produtiva no país. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apontou alta de 0,3% em agosto e de 1,6% em 12 meses. O relatório Focus projeta avanço de 1,83% para o indicador anual, enquanto a Secretaria da Política Econômica do Ministério da Fazenda estima 2% e o FMI aposta em 2,2%.
Enquanto o IBGE prepara a divulgação oficial do resultado trimestral marcada para o dia 2 de dezembro, o mercado monitora esses termômetros para avaliar os rumos da atividade econômica nacional.
Fonte: Agência Brasil























