“Todo livro é semente”, define Cibele Teixeira, idealizadora do Salão do Livro, durante a 17ª edição do evento, que vai até domingo (09/08), no Teatro Usiminas, em Ipatinga. “Frente ao desafio real de sobrevivência do planeta, convocamos todos e todas a se engajarem conosco em práticas sustentáveis, como a vasta programação do Salão do Livro”, completou. A programação teve início na última terça (04/08), é gratuita e está disponível no site. Mais informações: www.salaodolivrovaledoaco.com.br.
Com o tema “Sustentabilidade e inteligência artificial: leituras para um futuro consciente”, o Salão do Livro Vale do Aço promove cerca de 40 apresentações de teatro, shows musicais e contação de histórias, além de rodas de conversas, palestras e exposições. O evento é realizado com o patrocínio da Usiminas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, tem o apoio institucional da Câmara Mineira do Livro e da Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Coronel Fabriciano, do Sebrae Minas – Regional Vale do Aço e da Fundação Aperam Acesita.
A gerente de Relações Institucionais e Comunidades da Usiminas, Tayná Vieira, reforça a importância do projeto para o incentivo à formação por meio da leitura. “A educação é uma das prioridades de atuação social da Usiminas e um dos principais caminhos para promover o desenvolvimento das pessoas e das comunidades onde estamos presentes. Temos orgulho de patrocinar o Salão do Livro Vale do Aço, um evento já consolidado na região e que, a cada edição, fortalece o incentivo ao conhecimento e à formação de novos leitores.”
O presidente da Câmara Mineira do Livro, Felipe Mayrink, por sua vez, lembrou que a literatura impulsiona o pensamento crítico acerca das tecnologias. “A célebre frase de Mário Quintana muito se adequa ao contexto: os livros não mudam o mundo, os livros mudam a pessoas e as pessoas mudam o mundo. A juventude já nasceu em meio à tecnologia. A literatura é a base para formar repertório. O Salão do Livro é um dos mais longevos eventos de incentivo à leitura e permite que encontrem histórias e livros e, assim, ajudam a aprender a gostar de ler”, completa.
Fim de semana
As noites do Salão do Livro ganham um clima especial com o “Happy Hour Literário”. Na sexta (07/08), o público poderá prestigiar o show “Travessia”, com Dinho Valeriano e Jazz Group, e no sábado (08/08), a performance “Olho D’Água: o seio-limo da voz”, com Jamille Cunha. A programação de shows se encerra no domingo (09/08), às 17h, com o “Cortejo de Tambores: Encantadeiras”.
O fim de semana será marcado por uma programação diversificada de performances e espetáculos. Sábado de manhã (8), às 10h, o Teatro Usiminas recebe o espetáculo “As Aventuras de Mathias”, do Grupo Girino. Simultaneamente, no Jardim Externo, a vivência literária “Leitura no Colo”, da Cia. Pé de Moleque, encanta bebês de 0 a 3 anos acompanhados dos responsáveis. Às 15h30, a mesma companhia apresenta “1001 Estrelas”.
Comemorando o Dia dos Pais, domingo (9), às 11h, o teatro de bonecos “Pai! Grande Amor”, da Kakau Art, promete emocionar o público. Encerrando a programação, às 15h30, também no Jardim Externo, será a contação de histórias “Cantos e Contos de Quintal”, com Flora Manga e os Cheuai.
Exposições
Dedicado à arte sustentável, o artista plástico Leó Piló nos convida a conhecer a “Eco Eden”, em exibição na Galeria do Teatro Usiminas durante o 17º Salão do Livro. Resultado de ações coletivas, a mostra está intrinsecamente ligada ao processo de coleta de materiais recicláveis pelas ruas de BH. Uma rotina ideal de preservação do meio ambiente está representada em um ambiente instagramável, composto de 4 painéis autoportantes, com os temas papelão, plástico, madeira e tetrapak.
Em um cenário em que a artificialização da vida promete simular e otimizar até mesmo a percepção, a exposição “Vida Diagonal” está em exibição no Foyer do Teatro Usiminas também durante a 17ª edição do Salão do Livro e propõe um mergulho na materialidade da imagem e na complexidade do olhar verdadeiramente humano. Com curadoria do fotógrafo Rodrigo Zeferino, as imagens dos fotógrafos Nilmar, Marilene, Celso e Luiza são um chamado à proteção do que é real, à reflexão sobre nossas escolhas e à busca por uma sustentabilidade genuína, onde a inteligência artificial sirva à vida, e não o contrário.























