O governo argentino, liderado pelo presidente Javier Milei, não tem a intenção de se desculpar ao Brasil em relação às declarações feitas por Milei sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes. As ofensas ocorreram durante um evento de lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro para a Presidência, realizado no último sábado (25) em São Paulo.
Uma fonte da Casa Rosada informou à CNN Brasil que não há previsão para um pedido de desculpas, em contrariedade ao que foi publicado pelo jornal La Nacion em 27 de novembro.
Em resposta à atitude diplomática de Brasília, que convocou seu embaixador na Argentina, Julio Bitelli, para consultas, além de exigir explicações do embaixador argentino, Daniel Raimondi, Milei e seu chefe de gabinete, Diego Santilli, reiteraram suas críticas ao Brasil durante entrevistas no domingo (26).
Santilli minimizou a crise, afirmando: “Não exagerem”. Em declaração ao canal La Nacion+, o chefe de gabinete defendeu que os marqueteiros vinculados ao PT colaboraram na campanha do candidato peronista Sérgio Massa contra Milei.
“Vieram aqui, fizeram a campanha, disseram barbaridades sobre o presidente e a Justiça Argentina, e foram onde quiseram. Então, que não venham exagerar”, declarou Santilli.
Já Milei, em entrevista à Rádio Mitre, afirmou que o Brasil patrocinou uma ‘campanha anti-argentina’ e se referiu a Lula como ‘ex-presidiário’. No evento do PL, Milei chamou o ministro Alexandre de Moraes de ‘lixo careca’.
FONTE: CNN BRASIL























