A montadora Ford contratou cerca de 350 engenheiros de nível sênior nos Estados Unidos, principalmente ex-funcionários da empresa, para ajudar no treinamento de seus sistemas de inteligência artificial. Essa decisão veio após a conclusão de que a tecnologia não possuía a mesma qualidade que a produção humana.
Sem o treinamento adequado, a tecnologia demonstrou ser ineficiente.
Com essas novas contratações, a Ford começou a apresentar melhoras na qualidade de seus produtos. A empresa se destacou no J.D. Power Initial Quality Study, que avalia a qualidade dos veículos em seus primeiros três meses de uso, gerando otimismo, apesar dos prejuízos acumulados. Para 2026, a montadora prevê gastar US$ 1 bilhão em garantias e materiais.
O diretor de operações da Ford, anteriormente responsável pela implementação das câmeras com IA, elogiou os engenheiros veteranos pelas melhorias observadas. Segundo Kumar Galhotra, “eles buscam pontos de falha antes mesmo que uma peça chegue à linha de produção”.
Há uma expectativa de que as taxas de recalls diminuam futuramente, embora um prazo específico ainda não tenha sido estipulado.
Jim Farley, CEO da empresa, destacou que a Ford já começou a recuperar parte das perdas acumuladas nos últimos anos: “Estamos vendo os custos com garantias diminuírem. Estamos observando uma redução nos custos associados a recalls. Tudo isso gera uma economia de centenas de milhões de dólares para a Ford”.


























