Quinta, 23 de julho de 2026

Eduardo Bolsonaro sugere uso de sistemas financeiros dos EUA como trunfo

Eduardo Bolsonaro, ex-parlamentar e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, apresentou uma proposta para utilizar sistemas financeiros dos EUA como uma ferramenta diplomática, visando mitigar as novas taxas alfandegárias sugeridas por Washington.

Eduardo Bolsonaro sugere uso de sistemas financeiros dos EUA como trunfo
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O ex-parlamentar Eduardo Bolsonaro (PL) propôs, na quarta-feira (3), que o Brasil recorra a plataformas financeiras norte-americanas como estratégia diplomática para evitar novas taxas alfandegárias sobre produtos brasileiros no mercado dos EUA.

A declaração, feita em uma gravação em suas redes sociais, surgiu 48 horas após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugerir uma taxa de 25% sobre as exportações brasileiras. O relatório apontou o Pix como um dos principais pontos de discórdia.

De acordo com a análise americana, o Banco Central do Brasil mantém papéis de regulador e gestor no ecossistema de transações, algo que poderia comprometer a competitividade de empresas norte-americanas de pagamentos.

Eduardo Bolsonaro fez um comparativo com o sistema Zelle, utilizado para transferências imediatas nos EUA, defendendo que isso poderia servir como base para negociações bilaterais.

Tensões políticas em destaque

A posição americana é contestada pela administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que sustenta que a tecnologia tem promovido a democratização bancária e reduzido custos para os usuários. Lula também insinuou que os laços entre a família Bolsonaro e autoridades americanas poderiam estar exacerbando o impasse.

Por outro lado, Flávio Bolsonaro revelou ter conversado com líderes da Casa Branca, solicitando a suspensão das sanções econômicas contra o Brasil, além de vincular a adoção do Pix ao governo de Jair Bolsonaro.

Embora o USTR tenha afirmado a intenção de implementar essas barreiras tributárias, ainda resta a validação final, que deve passar por discussões públicas e avaliações governamentais antes de uma decisão final prevista para julho.

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