Terça, 19 de maio de 2026

Santa Catarina em alerta climático: medidas contra os efeitos do El Niño

Santa Catarina em alerta climático: medidas contra os efeitos do El Niño
© Valter Campanato/Agência Brasil

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, assinou um decreto estabelecendo estado de alerta climático por um período de 180 dias.

A iniciativa é preventiva e busca fortalecer ações contra chuvas intensas e alagamentos decorrentes do El Niño.

Conforme informações da agência de notícias do governo estadual, serão realizados investimentos em monitoramento, capacitação e modernização de barragens, embora o decreto não configure uma situação de emergência ou calamidade pública.

Segundo o governo, “o objetivo é permitir a mobilização antecipada dos órgãos estaduais para ações de prevenção, monitoramento e resposta rápida a possíveis eventos extremos”.

O decreto também estabelece critérios objetivos para que os municípios afetados possam declarar situação de emergência, considerando fatores como:

  • Precipitação superior a 80mm em 24 horas
  • Desabrigamento de famílias
  • Interrupção de serviços essenciais
  • Deslizamentos de terra
  • Alertas de nível laranja ou vermelho emitidos pela Defesa Civil

A mobilização de servidores estaduais para apoio às ações da Defesa Civil também está prevista na medida, além da autorização para utilização de recursos do Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil (Fundec) para custear ações preventivas e operacionais.

Este decreto tem sua vigência até novembro, podendo ser prorrogado conforme a necessidade. Santa Catarina enfrentou grandes enchentes associadas ao El Niño nos anos de 1983 e 2023.

Entendendo o El Niño

Estudos recentes feitos pelo National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) indicam uma probabilidade acima de 80% de ocorrência do El Niño a partir de julho.

O fenômeno, que se caracteriza pela alteração da temperatura das águas do Oceano Pacífico, tende a ter sua maior intensidade entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027. O NOAA também aponta para um risco aumentado de variação de temperatura e suas consequências, com um alerta para a costa oeste dos Estados Unidos sobre possíveis temporais e inundações.

Além disso, institutos relacionados ao Ministério da Agricultura e da Ciência, Tecnologia e Inovação alertam sobre os riscos de chuvas intensas na região Sul e os impactos na produção de alimentos, afetando culturas como arroz, feijão e milho.

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