Entidades do movimento negro e de direitos civis nos Estados Unidos (EUA) criticam duramente a recente decisão da Suprema Corte, que derrubou o mapa eleitoral para o Congresso do estado de Louisiana, alegando que isso configura um golpe contra a democracia.
O presidente da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP), Derrick Johnson, expressou que “a democracia do país clama por socorro”.
Com cinco votos a favor e quatro contra, a decisão altera a Lei dos Direitos de Voto, afirmando que o mapeamento dos distritos de Louisiana se baseou excessivamente em critérios raciais. Isso resultará na modificação de dois distritos de maioria negra, mudando a composição partidária do Estado no parlamento.
Após essa decisão, o governador de Louisiana, Jeff Landry, cancelou primárias programadas para 16 de maio com a intenção de alterar os mapas eleitorais antes da votação.
Analistas indicam que as mudanças podem beneficiar o partido republicano e o presidente Donald Trump, em um momento de queda de popularidade devido à guerra com o Irã.
Trump celebrou a decisão, afirmando que é um tipo de pronunciamento que ele aprova, e incentivou outros governadores a fazer o mesmo em seus estados.
No lado oposto, líderes democratas prometem resistência a essas mudanças, destacando que a prática de manipulação eleitoral, conhecida como gerrymandering, poderá impactar negativamente as eleições legislativas de meio de mandato agendadas para novembro.
A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) também criticou severamente a decisão, descrevendo-a como “vergonhosa” e sublinhando que a Lei dos Direitos de Voto é essencial para a democracia multirracial do país.

























