O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) implementará uma nova metodologia que visa eliminar as longas filas de espera para a concessão de benefícios. A partir de 2026, as perícias médicas serão totalmente digitalizadas, permitindo que os beneficiários sejam avaliados por videoconferência.
Essa transformação, que começou em 2024 com o projeto Perícia Conectada, já resultou em mais de 158 mil atendimentos remotos no Brasil. Agora, o segurado poderá se dirigir a uma unidade do INSS mais próxima e ser atendido por um perito que pode estar em outro estado.
Entre os benefícios esperados estão:
- Menores deslocamentos para os beneficiários.
- Maior capilaridade do serviço, especialmente em regiões remotas.
- Diminuição do tempo médio de análise em até 40%.
Além disso, o Ministério da Previdência planeja integrar todas as modalidades de perícia, abrangendo avaliação de incapacidade temporária e revisões de benefícios, a partir de 2026. A promessa do ex-ministro Carlos Lupi de eliminar as filas até essa data será acompanhada pela chegada de mais 500 peritos médicos federais, que serão alocados principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
No entanto, apesar dos avanços, existem desafios a serem enfrentados. A digitalização plena poderá ser inviável em áreas com baixa conectividade. Casos que demandam perícias mais complexas ou exames físicos detalhados deverão continuar a ser realizados presencialmente.
Outro ponto importante é a proteção dos dados dos beneficiários. O INSS precisará reforçar a segurança das informações sensíveis, incluindo imagens e prontuários médicos, para garantir a privacidade e segurança dos usuários.

























