Domingo, 26 de julho de 2026

Governo de SP aumenta fornecimento de água com redução para 10 horas

O governo de São Paulo decidiu ampliar o período de redução do abastecimento de água na região metropolitana, visando preservar os mananciais em um cenário de seca severa.

Governo de SP aumenta fornecimento de água com redução para 10 horas
© Marcello Casal jr/Agência Brasil

O governo do estado de São Paulo anunciou, na última sexta-feira (19), a ampliação do período sem acesso à água potável na região metropolitana, aumentando de 8 para 10 horas. Segundo a administração, a medida visa preservar o nível dos mananciais.

O novo horário de funcionamento será das 19h às 5h, e algumas áreas ainda enfrentarão redução pontual durante o dia. O comitê responsável pela medida, formado pela Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo) e pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), não divulgou quais localidades serão afetadas ou as condições para a adoção das mudanças.

A ampliação do prazo para a redução do fornecimento ocorre em meio a uma das semanas mais secas do ano, com alerta para queimadas em várias regiões do estado, incluindo áreas de preservação, como a de Cruzeiro, que está lidando com incêndios persistentes.

Em agosto, as chuvas registradas no sistema que abastece os 20 milhões de habitantes da metropolitana de SP foram inferiores a um terço da média histórica, que fica em torno de 30 mm na região. O período normal de secas, que geralmente encerra em meados de setembro, ainda não demonstrou sinais de finalizar.

A primeira fase da regulação do fornecimento foi implantada em 27 de agosto e resultou em uma economia de 7,25 bilhões de litros de água, o suficiente para atender cerca de 800 mil pessoas por um mês.

“Diante das condições climáticas e do nível de chuvas menores do que o esperado, foi necessário ampliar o período para a recuperação dos reservatórios. Isso destaca a importância do monitoramento contínuo e da atenção às variações climáticas que impactam diretamente o equilíbrio hídrico e a segurança do abastecimento”, disse a nota do comitê.

O boletim de monitoramento atual indica que o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) opera com apenas 32,8% do volume útil, 7,7 pontos percentuais abaixo do registrado em 2021. O sistema Cantareira e o Alto Tietê, que juntos representam cerca de 80% da capacidade total, têm 30,3% e 26,1% de armazenamento, respectivamente, com uma média de queda diária de 0,26% na última semana.

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